domingo, 7 de setembro de 2008

Ao meu amor



(E se não for urgente a questão!?!)

Não te amo apenas pelas qualidades esperadas, amo-te também pelas peculiaridades de tuas idiossincrasias. Meu amor não tem uma explicação exata, é indefinível...e surgiu assim meio que do nada, ocupando o tudo da minha alma. É divino e ao mesmo tempo infernal, quando num dado momento mergulha-me num mar de solidão e depressão para logo em seguida submergir-me surfando numa onda de euforia. Faz-me amar e sentir a vida como ela é, mas me deixa nas nuvens de um sonho do que ela pode ser.

Meu amor tem pura empatia e magnetismo pelo teu ser, pelo teu mistério, pela paz e harmonia que emanam da tua aura. É verdadeiro, vivo, sublime...mas renova-se a cada dia, porque sinto não te amar como ontem e amanhã sei que não te amarei como hoje, apenas sua essência se faz presente. O tempo passa e a tudo transforma; o mundo gira e leva a gente também, mas esse amor não morre, é intenso...

E tão frágil, mas ao mesmo tempo sua força tira-me da cama com plena febre de alegria; certo é que nalguns dias me desperta para chorar, mas noutros me torna feliz, e nem sei exatamente o porquê...; o dia fica mais lindo, o verde mais verde, o azul mais azul, o canto dos pássaros mais harmônico e o sol que bate na janela brilha em plenitude...; levanto com alto astral, sinto-me linda na roupa de sempre, o trânsito não me irrita, porque as pessoas são boas, só estão atrasadas...E nessa paz de espírito, sigo vivendo a vida como ela é, bela, em seu milagre de ser.

Amo a força que revelam teus gestos e passos ligeiros de quem não tem tempo a perder; o raciocínio rápido e perceptivo do mundo que te cerca, a facilidade que tens de transcrever de forma poética aquilo que vês e sentes e a sensibilidade que expressas daquilo que observas...em todos teus dons que em si revelam. E afinal quantos há de ti? Já conheço alguns, mas esse é novo, mas como você mesmo diz, o de hoje. Mas amo as tuas variedades, o teu sentir de cada momento. Parece que sofres!..Não, espera! amanha será diferente, e se faz diferença, lembre-se que eu te amarei sempre, mesmo que não tenhas nada para me oferecer. Meu amor é gratuito, não precisas retribuir, nem cobres nada de ti mesmo. Apenas deixe-me viver assim como estou vivendo, porque é melhor do que nada sentir, e tudo parecer tão cinzento. Saiba que ele me dá o que mais preciso no momento, vontade de seguir em frente sabendo que ainda posso amar e que não sou uma morta viva.

Se meu amor é assim tão indefinível é porque ele é complexo e não uma equação de primeiro grau. Ele possui várias incógnitas em cujo plano se projeta tridimensionalmente, variando em torno de eixos, que se transformam numa derivada que tende sempre ao infinito. Às vezes tento calculá-lo, para enfim defini-lo, mas nunca chego a uma resposta exata, então é melhor deixar que meus companheiros filósofos fantasmas me dêem números aproximados.

Então amo-te "... justamente pelo que o Amor tem de indefinível." Arnaldo Jabor

Um comentário:

Irene disse...

Que susto! Vc leu?!

Meu atual "estado de amor" não me deixa dúvidas quanto a isso.

A pergunta é (e a resposta muitas vezes assume proporções dolorosas): (por que) eu (não) sou(seria) digna do seu amor?

...ou no popular "ele não seria muita areia para o meu caminhãozinho?"

Beijos!