
domingo, 7 de dezembro de 2008
"...é que as vezes acho que não sou o melhor prá você..."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Que lindo O Quebra Nozes! E aqui, em Brasília!

Um dos mais famosos balés de repertório, com várias produções, este balé se tornou um dos mais lembrados para a época do natal.
A história se passa na Europa Oriental, durante o século XIX. Um médico e prefeito da cidade realiza um Natal para sua família e amigos. Seus dois filhos, Clara e Fritz, esperam ansiosos por seus convidados. A neve traz uma atmosfera festiva enquanto os convidados chegam. Atrasado, como sempre, chega o padrinho de Clara, que diverte a todos os convidados com suas mágicas.
Todas as crianças recebem presentes. Clara pergunta a seu padrinho por seu presente. Ele brinca com ela e depois a oferece um presente bem diferente, um boneco quebra-nozes. Encantada, Clara logo se fascina pelo brinquedo. Seu irmão rouba seu presente e o quebra, deixando Clara desapontada. O padrinho conserta o pobre quebra-nozes e promete que tudo ficará bem.
A noite chega e os convidados começam a deixar a casa. Clara vai para a cama, mas acorda de repente no meio da noite e vê seu querido quebra-nozes tomar vida. Surgem ratos malvados de todos os lados! Eles estão sendo comandados pelo Rei dos Ratos, que corajosamente é derrotado pelo quebra-nozes. De lá eles são transportados para uma terra de magia, numa embarcação especial. O quebra-nozes então se transforma num encantador príncipe.
Eles atravessam uma terra encantada onde encontram os dançantes flocos de neve. Avisada pelos anjinhos, a Fada Açucarada fica sabendo que o príncipe e sua acompanhante chegam, e assim convoca todo o povo de seu Reino dos Doces. Ao chegar, o príncipe conta suas aventuras como quebra-nozes, e em seguida os dois são deliciados com as mais gostosas guloseimas, com todos os personagens do reino dos doces dançando para eles.
Clara começa a se sentir sonolenta até adormecer de novo. Na manhã seguinte, quando seus pais acordam, encontram Clara dormindo embaixo da árvore, abraçada ao quebra-nozes. Quando acorda, sabe que seu presente de Natal foi uma linda viagem, em forma de sonho, e que sonho!!!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Um pouquinho de verde esperança...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Chutando o balde!
Estava no
Parei num posto da Estrutural e encontrei abastecendo uma viatura um rapaz bem jovem da PM. Era bem bonitinho! E parece ter se sentido atraído por mim, porque ficava me secando o tempo todo.
Cumprimentei-o de forma simpática e segui minha viagem. Nem lembrava mais o que tinha pensado antes de chegar ao posto e fiquei imaginando como seria namorar um cara assim tão jovem, o que os familiares, meus e os dele, amigos ou só conhecidos diriam... (Mas quer saber, foda-se todo mundo!).
Já meio que revoltada, segui em direção a minha casa, com vontade de chutar o balde. A grande culpada sou eu mesma por estar sozinha. Tá certo que não quero um mala, prá esse estou sempre fechada prá balanço. Mas, graças a Deus, os homens não são todos iguais. Mas precisava ser mais ativa, procurar mesmo e não ficar esperando que caia do céu.
Medo de levar um fora? Já nem tenho, porque depende da forma como você encara o conhecer o outro. Se vc se aproxima apenas com a intenção de edificar laços de amizade, tanto melhor, afinal dá tempo de conhecer a pessoa, e saber se não é um sapo disfarçado. A recíproca é a mesma: não posso ficar na ilusão de que agradaria a todos. Sei que existem homens que não se sentem atraídos por mulheres como eu, diferente das que dizem fazer e acontecer, que usam tatuagem, e badulaques pendurados, tentando parecer algo que elas pensam que são, mas basta vc conversar e/ou conviver um pouco para ver a fachada caindo. Têm também as ciumentas, as barraqueiras, as passionais, enfim, existem mulheres para todos os gostos!
Lembro quando eu e meus irmãos éramos adolescentes e às vezes a gente querer seguir alguma onda, mas mamãe sempre muito atenta, cortava o barato rapidinho. Hoje eu entendo qual era a dela, queria que fossemos nós mesmos, que buscássemos dentro de uma "normalidade" coerente nossa tão preciosa individualidade.
Enquanto chegava em casa e estacionava o carro tomei uma decisão: vou sair mais e conhecer um bocado de gente, parar de ficar sonhando com alguém que não tá nem aí prá mim...
Na verdade, sempre soube que ele era muita areia para o meu caminhãozinho mesmo. É cair na real!
Eu e a minha mania de grandeza!
Tivesse sido mais prática na vida, não estaria sozinha, nessa idade.
Porque ruim com eles, pior sem eles...
E olha só a pérola que encontrei na Bíblia,
“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (I Coríntios 7:5).
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mudança, necessidade de renovação

domingo, 7 de setembro de 2008
Ao meu amor

(E se não for urgente a questão!?!)
Não te amo apenas pelas qualidades esperadas, amo-te também pelas peculiaridades de tuas idiossincrasias. Meu amor não tem uma explicação exata, é indefinível...e surgiu assim meio que do nada, ocupando o tudo da minha alma. É divino e ao mesmo tempo infernal, quando num dado momento mergulha-me num mar de solidão e depressão para logo em seguida submergir-me surfando numa onda de euforia. Faz-me amar e sentir a vida como ela é, mas me deixa nas nuvens de um sonho do que ela pode ser.
Meu amor tem pura empatia e magnetismo pelo teu ser, pelo teu mistério, pela paz e harmonia que emanam da tua aura. É verdadeiro, vivo, sublime...mas renova-se a cada dia, porque sinto não te amar como ontem e amanhã sei que não te amarei como hoje, apenas sua essência se faz presente. O tempo passa e a tudo transforma; o mundo gira e leva a gente também, mas esse amor não morre, é intenso...
E tão frágil, mas ao mesmo tempo sua força tira-me da cama com plena febre de alegria; certo é que nalguns dias me desperta para chorar, mas noutros me torna feliz, e nem sei exatamente o porquê...; o dia fica mais lindo, o verde mais verde, o azul mais azul, o canto dos pássaros mais harmônico e o sol que bate na janela brilha em plenitude...; levanto com alto astral, sinto-me linda na roupa de sempre, o trânsito não me irrita, porque as pessoas são boas, só estão atrasadas...E nessa paz de espírito, sigo vivendo a vida como ela é, bela, em seu milagre de ser.
Amo a força que revelam teus gestos e passos ligeiros de quem não tem tempo a perder; o raciocínio rápido e perceptivo do mundo que te cerca, a facilidade que tens de transcrever de forma poética aquilo que vês e sentes e a sensibilidade que expressas daquilo que observas...em todos teus dons que em si revelam. E afinal quantos há de ti? Já conheço alguns, mas esse é novo, mas como você mesmo diz, o de hoje. Mas amo as tuas variedades, o teu sentir de cada momento. Parece que sofres!..Não, espera! amanha será diferente, e se faz diferença, lembre-se que eu te amarei sempre, mesmo que não tenhas nada para me oferecer. Meu amor é gratuito, não precisas retribuir, nem cobres nada de ti mesmo. Apenas deixe-me viver assim como estou vivendo, porque é melhor do que nada sentir, e tudo parecer tão cinzento. Saiba que ele me dá o que mais preciso no momento, vontade de seguir em frente sabendo que ainda posso amar e que não sou uma morta viva.
Se meu amor é assim tão indefinível é porque ele é complexo e não uma equação de primeiro grau. Ele possui várias incógnitas em cujo plano se projeta tridimensionalmente, variando em torno de eixos, que se transformam numa derivada que tende sempre ao infinito. Às vezes tento calculá-lo, para enfim defini-lo, mas nunca chego a uma resposta exata, então é melhor deixar que meus companheiros filósofos fantasmas me dêem números aproximados.
Então amo-te "... justamente pelo que o Amor tem de indefinível." Arnaldo Jabor
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A morte do meu bonsai

Era um boungaville rosa, ou primavera, como tantos conhecem.
Já vinha definhando a algum tempo. Fiz várias tentativas, mas era tarde demais. Hoje constatei que não conseguiria mais reverter seu pobre destino.
Me perdoe! Acho que agora está finalmente livre!
Carta às próximas gerações da humanidade, Deus queira mais conscientes!
Há 22 anos nasci, me colocaram num vasinho, onde eu me sentia por vezes até protegido. Mas nasci para ser grande, então, pensei, depois me tiram desse bercinho e me colocam no jardim, onde poderei crescer e produzir muitas flores.
Lembro que crescia muito feliz, pois um japonês cuidava muito bem de mim, até o momento em que minhas raízes atingiram as paredes desse vasinho. Não me tirou dali como esperava. Pelo contrário, parecia não saber que precisava de mais espaço, embora continuasse com os cuidados de sempre.
Não tive escolha, tive que desviar as raízes para o lado, afinal precisava continuar crescendo, cumprindo o que a natureza tinha estabelecido para minha espécie.
Já sem espaço para crescer e depois de um tempo, finalmente fui retirado desse vasinho e colocado num maior, só um pouco maior, na verdade. Estranhamente cortaram parte das minhas raízes, e também podaram os meus pequeninos galhos. Mas mesmo diante de tanta agressão, fui resistindo. Todos os anos era assim, me tiravam do vaso e podavam minhas raízes e meus galhos, estes já contorcidos com arames, que chamam de educação.
Assim vinha passando todos os anos da minha vida, querendo ser grande, mas tendo que me resignar em ser pequenino, constrito em uma condição de mero objeto humano.
Um dia, quando estava todo florido, aquele japonês me levou para a loja, onde era visto por todos. Passavam, perguntavam o preço, uns íam embora, mas sempre olhavam para trás, outros diziam que voltariam, mas não voltavam. Até que chegou uma moça, toda serelepe, que ficou fascinada por mim...Estranhou o preço, mas quando o japonês falou a minha idade, ela pareceu ter entendido, então me comprou e me levou para sua casa. Parecia muito feliz!
Passei também algum tempo feliz na sua casa. Ela me colocou num lugar bastante especial de sua varanda onde eu pegava todos os dias os primeiros raios de sol. Todos os dias também ela vinha me ver e três vezes na semana colocava água, e filtrada.
Apesar do espaço minúsculo onde me obrigaram a viver, eu ía seguindo a vida. Às vezes, sentia seu olhar sobre mim, parecia muito pensativa, talvez achando a minha situação um tanto quanto absurda. Talvez sentisse pena de mim e aposto que pensou muitas vezes em me libertar, levar-me para um desses canteiros lá fora e me plantar num lugar bem legal onde eu pudesse crescer livre como minha mãe.
Quatro ou cinco anos se passaram, mas foi no último ano que as coisas ficaram realmente difíceis, ela foi cada vez mais deixando de cuidar de mim. Parecia sempre tão ocupada, mas eu não precisava tanto assim do seu tempo! Às vezes, vinha até a varanda e me olhava, e percebia que tinha se lembrado de mim. Então parecia que ía buscar água e às vezes, para meu alívio, voltava, mas outras vezes não, saía pela porta apressada, e o silêncio que ficava sempre denunciava que mais uma vez tinha me esquecido.
Nos útimos tempos, piorou, as regas foram ficando cada vez mais escassas, e eu que não estava mais conseguindo suportar, fui ficando cada vez mais fraco...Ela tentou me salvar, mas eu, não mais resistindo, morri...
Deus pediu para um anjo que me plantasse num jardim aqui no céu, e assim finalmente poderei crescer livre.
ESPERO QUE ELA NÃO QUEIRA MAIS TER BONSAIS, POIS NÃO PRECISAMOS DE ALGUÉM QUE TORNE NOSSAS VIDAS MAIS DIFÍCEIS DO QUE JÁ SÃO.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Para o meu Tielo

e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo também que tenha amigos,
que mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis,
e que em pelo menos num deles
você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos, e que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco,
porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem, não amadureça depressa demais e sendo maduro,
não insista em rejuvenescer, e que sendo velho não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo também, que você plante uma semente por mais minúscula que seja,
e que acompanhe o seu crescimento para que você saiba de quantas muitas vidas
é feita uma árvore.
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher,
e que sendo uma mulher, tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,
e que quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho mais nada a desejar.
Victor Hugo
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Sapatinhos rosas

Mamãe era costureira e ajudava papai nas despesas da casa. Sempre que sobravam retalhos de tecidos, eu os usava para fazer os vestidinhos das minhas bonecas. Hoje, lembrando, não eram assim tão bonitos, mas mamãe gostava e mostrava sempre para as visitas. Não que ela quisesse que eu me tornasse uma costureira quando crescesse, mas acho que, como qualquer mãe ou pai, conseguia ver em mim algum talento para a coisa. Ainda me pergunto se tenho de fato tal dom. Mas não importa! Eu gosto do que os outros fazem, na verdade, só de alguns.
Muitas começaram assim, e hoje já possuem um pequeno império. Um exemplo aqui em Brasília é a dona da Ortiga, com uma clientela fixa e disposta a pagar o preço agregado das boas marcas que vende. Hoje, ela também possui uma linha que leva o próprio nome da loja.
domingo, 24 de agosto de 2008
Meu pequeno castelo
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Arrumando a casa

Se tem alguém que lê tudo isso que escrevo aqui nesse blog, ou só partes deles (porque deve ser cansativo!) já deve ter percebido o grande caos, a misturada doida que eu faço de assuntos. O problema é que eu sou assim mesmo. Fico o tempo todo pensando num bocado de coisas, reagindo a tudo que é estímulo, prestando atenção a tudo, por mais força que faça para ignorá-las.
Tenho insônia em 90% das minhas noites, e desde quando nem lembro, mas, graças a Deus, não me sinto cansada no dia seguinte. Parece que o pouco tempo que durmo é suficiente para descansar. Não sei como será a minha saúde a longo prazo por levar uma rotina assim, mas até o momento não vejo, com exceção da pele, é claro, nenhum resultado negativo.
Também nunca sofri por não conseguir dormir como a maioria das pessoas. Ao contrário, lembro que quando criança sofria sim, todas as noites, mas porque me forçavam a ir para a cama muito cedo. Ficava rolando na cama, e só dormia depois da canseira que dava a resistência involuntária. Depois já com mais ou menos 11 anos, ganhei um quarto só para mim. Foi ótimo, mas meus pais levantavam durante a noite e íam ver se eu estava acordada. Quase sempre conseguia ouvir os passos no corredor e apagar a luz antes que eles chegassem perto e percebessem a luz que passava pelas frestas da porta. Outras vezes colocava panos nelas e ficava à luz de velas. O que eu fazia? Lia, desenhava, folheava revistas, escrevia em diários...Não faltava o que fazer.
Antes quando não tinha esse blog, não podia registrar esse mix de pensamentos, delírios e reflexões, e por conseguinte perceber o real caos que domina minha vida. Mas agora está mais evidente, e assim surgiu a vontade de buscar meios que permitam uma maior organização de tudo, ou seja, direcionar, aos poucos, essa atividade intelectual de forma mais coerente, procurando obter, em termos práticos, algum resultado. Dei-me conta da real necessidade de colocar as rédeas em um bocado de coisas, escolhendo os melhores meios para organizá-los, direcionando-os e otimizando seus resultados.
Já tive até um resultado hoje e estou super orgulhosa por isso. No horário de almoço, saí para fazer o orçamento da bancada da minha cozinha. Fiz o orçamento com cinco marmorarias (foi o que o tempo permitiu), e percebi que o preço variava muito, na ordem de incríveis 150% entre o maior e o menor. E o mesmo granito preto, com a mesma qualidade de acabamento. Por que vejo isso como resultado? Porque antes, numa grande ilusão de estar sendo eficiente, tentaria fazer duas coisas nesse mesmo período, ou seja, iria apenas em uma ou duas marmorarias (grande chance de não pagar o melhor preço, portanto) e compraria, por exemplo, o chuveiro e/ou o cooktop, que também estão faltando. Estes, entre outras coisinhas ficarão para o sábado, com tempo para novas pesquisas.
Pode parecer óbvio para tantas pessoas, eu sei, mas para mim..., infelizmente, não era bem assim. Mas estou aprendendo...E tentarei ser cada vez mais racional e objetiva. E agora, mais do que nunca, na minha vida pessoal, o emocional em relação a quem eu penso amar tanto...(ele que não tá nem aí pra mim!), porque a vida é muito curta, e é um contra-senso parar para ver no que vai dar...
Quanto ao blog, vou criar novos, cada um com determinado assunto. E o primeiro, acho, vai ser dedicado ao paladar, à gastronomia, um dos meus principais passatempos. Serei uma eterna leiga nesse assunto, mas não me importo de estar sempre aprendendo, gosto desse processo. Na minha faculdade tem o curso de gastronomia. Sempre quando podia dispor de estudar o dia todo na biblioteca, sempre almoçava por lá mesmo. Na praça da alimentação, no horário de almoço, os alunos de gastronomia usavam a gente como cobaia. Eram divididos em dois ou três grupos e cada tinha que preparar o mesmo prato. O último foi uma moqueca. Os auxiliares dos professores distribuíam amostras em seqüência, para que pudéssemos experimentar e opinar depois numa ficha. Eu era super criteriosa, levava muito a sério, e no espaço para opinião sempre o excedia em pormenores de pontos positivos e negativos. Outro dia consegui uma cópia da apostila do curso na xerox. É impressionante a técnica para elaboração de cada prato.
Outro será só de assuntos relacionado ao Direito, até porque preciso realizar várias pesquisas que me permitam a elaboração de artigos, uma atividade imprescindível para a formação de uma pretensa profissional do Direito.
Um de comentários para os livros que estou lendo; outro para meus filmes; outro para moda (quem sabe futuramente monto uma loja de boas marcas?); outro para a filosofia, que adoro e que me ajuda a não pirar; talvez um de poesia; e manter esse mesmo, que é mais direcionado a minha vida pessoal...
Enfim, organizando a casa.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
É, passou mesmo...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Será que passou mesmo??

Meus filmes preferidos

Estou começando uma coleção de filmes europeus. Este mês já comprei dois, e acho que vai dar para assistir mais dois ainda em agosto, sempre no final de semana, sábado ou domingo, depois do cantar do galo da meia-noite. As opções são muitas no site da Livraria Cultura, e permite o parcelamento do pagamento.
Não gosto, por vários motivos, de utilizar de cópias ilegais, embora conheça uma porção de gente que ganha muito mais que eu e que não consegue se abster desse péssimo hábito.
Então prefiro pagar o que chamam de "preço justo", e contribuir/retribuir pelo trabalho dessas pessoas que vivem e trabalham para proporcionar um pouco de lazer e cultura (sentido strito) para a gente. Bem, quatro por mês penso que dá para pagar, sem estourar o orçamento, um tanto quanto já apertado. E vale a pena porque sempre gostei desses filmes; as produções hollywoodianas quase sempre me cansam naqueles emblemáticos super-heróis.
Bem, não são só os filmes europeus, não posso ser injusta com os outros, entre eles o brasileiro...Na verdade, gosto de vários, como, por exempo, o Crime do Padre Amaro, do português Eça de Queiroz, e produzido, filmado acho que no México.
Na verdade, ultimamente, mas precisamente nos últimos 10 ou 15 anos, venho gostando cada vez menos de norte-americanos, e de muitas coisas que eles fazem. Não sinto a menor vontade de ir para os EUA, e não ficaria nem um pouco chateada em passar pela vida sem pisar naquelas terras.
Precisa ver o vexa que é tentar um visto para os Estados Unidos! Tô fora!
É bem verdade que outros países também estão impondo algumas restrições e conseqüentes humilhações aos brasileiros, e de outras nações também pobres, mas não vou poder viajar agora mesmo, então vou deixar para pensar nisso quando surgir o momento. Talvez seja só uma fase, mas também se não passar, fico por aqui mesmo. Estou com planos de um possível doutorado em Portugal ou Espanha daqui a alguns anos quando for Procuradora e um visto de estudante + uma declaração do órgão federal brasileiro + uma bolsa já intermediada entre este, ou melhor, a ESMPU e a universidade de lá, talvez contribuam para que não passe pela humilhação e raiva por ter que ser deportada de volta. E talvez seja mesmo só uma fase!...
Vira e mexe vivencio esse sentimento de anti-americanismo, que cresceu muito depois do fatídico 11 de setembro, e o que daí sobreveio, a resposta como foi dada a aqueles ataques terroristas e mais o recado dado para o resto do mundo, as torturas a que foram submetidos alguns civis, suspeitos sem mais explicações, por alguns soldados idiotas e psicopatas e somando-se a tudo isso mais dois yankees derrubando um avião cheio de brasileiros aqui bem debaixo do nosso nariz...É demais!
Nas olimpiadas não consigo deixar de torcer contra os times norte-americanos...e vibro quando perdem. É mais forte que eu, não consigo evitar!
Mas meu Deus! Como estou sendo injusta! E as milhões de pessoas boas e honestas? Mil perdões!!! Ora, gente que não presta tem em todo lugar...Aqui no Brasil mesmo, aos montes.
Hoje, ou melhor, noite de domingo, mas terminou agora, madrugada de segunda, assisti o filme Mediterrâneo, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1992. É uma comédia anti-militarista, ambientada durante a 2ª Guerra Mundial, que conta a história de oito soldados italianos deixados em uma pequena ilha grega do mar Egeu, para protegê-la em caso de ataque. A missão que deveria durar apenas quatro meses, se estende por quatro anos e os soldados vão pouco a pouco se integrando à população e aos costumes locais, até que a guerra e a Itália tornam-se distantes e irreais. É sem dúvida um belo filme pacifista, equilibrando comédia com drama sem ser piegas.
Uma pequena ironia: eles acabaram sendo "resgatados" pela marinha inglesa, não pela própria Itália, que os esqueceu. A guerra já tinha acabado, nesses quatro anos, e não eram mais inimigos.
domingo, 17 de agosto de 2008
Sem preocupação com os outros

Foi desses dois anos prá cá que também ganhei mais familiaridade com o Direito. Os assuntos são sempre correlatos, e o que se aprende hoje certamente vai ajudar a entender melhor o de amanhã. Poderia até fazer uma analogia com a estrutura de uma árvore (isso não tem nada a ver com a foto aí do lado e que uso para ilustrar algo que sinto e que falarei logo abaixo, ou o que se extrai de tudo isso ) que ao crescer vai ganhando novos ramos (novos conhecimentos), mas esses sempre ligados aos galhos principais (conhecimentos já adquiridos), que por sua vez se ligam ao tronco (a base do Direito). Essa é a razão porque querendo consegue-se fazer dez, onze, doze matérias nos últimos semestres do curso, a gente já tem bagagem, uma boa base, coisa praticamente inviável para quem tá lá entre o seu terceiro e sétimo semestre, período em que constumam entrar matérias processuais. Tem uma outra coisa super legal nisso tudo: apuramos nosso filtro, nossa percepção, e quando são lançados sobretudo pela mídia fatos que estão direta ou indiretamente relacionados ao Direito, e quase tudo é, a gente sabe de cara o rumo que aquilo vai tomar, e/ou naquilo que vai dá no final. Ou pelo menos tem uma idéia. Isso eu não sabia que adquiriria quando comecei a estudar. E talvez por isso a gente tanto se apaixone pelo Direito, ainda que não possa atuar imediatamente na área.
Toda essa viagem para chegar nesse ponto: quando me toquei que não sabia escrever, me expressar, comecei a fazer resumos enquanto estudava, o que ajudou um pouco, é claro, mas ainda assim estava e está muito aquém do ideal. Precisava, então, buscar novas formas, e uma delas, talvez a mais importante, veio quase que naturalmente. Já mais tranqüila com os conhecimentos adquiridos e a facilidade para assimilação dos novos, comecei a me interessar por novas áreas, ou retomar antigos interesses. Comecei a comprar e lê livros, que não de Direito, ou reler os que eu já tinha, esquecidos na estante e, aos poucos, e feliz da vida, descobri que estava precisando mesmo abrir os horizontes, buscar uma formação mais completa, eclética e enriquecedora.
Tem momentos também que paro para pensar tenho o tempo que muitas mulheres casadas e/ou com filhos não dispõe. Por vezes até lamento não ter filhos, por vezes preferiria ser uma mãe dedicada, meio burrinha é verdade, porque sem tempo para uma devida formação, mas feliz da vida com a prole, dentro de suas possibilidades, atendendo primeiramente suas necessidades. Acrescento aqui também sem o menor temor a dedicação ao ser amado (tem homem que realmente merece!). E por ter abdicado, naturalmente ou sem muita escolha, desse forte instinto maternal, me coloco como obrigada a ocupar meu tempo com uma formação apta a angariar um lugar mais digno na sociedade, diferente do que ocupo no momento, exercendo uma profissão mais condigna com a minha capacidade.
Opss! viajei novamente...
Então, voltando...: a vontade de aprender a escrever, seja por necessidade ou prazer, veio naturalmente ao ler um pouco de tudo e de tudo um pouco. Li também pela internet os posts de vários blogues, uns interessantes, outros nem tanto (até hoje ingresso nessa viagem, sempre na gostosa expectativa de encontrar pessoas especiais, que escrevem sobretudo com conteúdo de qualidade...), e daí surgiu a vontade de criar um espaço só meu, esse blog, em que eu pudesse aprender a escrever, ou pelo menos, melhorar minha redação. Afinal, é escrevendo que se aprende a escrever, e afinal cheguei ao ponto que queria: não importa que ninguém o leia, na verdade, prefiro até pensar que só estranhos, e dispensáveis, lêem meus posts.
"[a quem interessar possa ]
Enquanto o sono não vem

Passou por outras margens,
Chegou onde hoje habito
E quem me sinto e morre
sábado, 16 de agosto de 2008
Investimentos na dança


sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Reflexões sobre a administração do tempo - i

Agora com as aulas voltando, senti necessidade de refletir sobre a forma como uso o meu tempo.
Nas férias li um livro sobre administração do tempo (estava precisando!) e outro um tanto correlato, Como Passar em Provas e Concursos do William Douglas, professor e juiz federal.
Existe a crença de pessoas comodistas, por vezes até ingresso nela, de que na hora "H" sempre conseguimos dá conta de fazer aquilo que, na verdade, deveria ter sido feito no seu devido tempo. Ou ainda, de que só produzem mesmo, ou melhor, quando estão sob pressão.
Precisamos também tomar cuidado com pensamentos do tipo "ter tempo é só uma questão de querer ter tempo". Acreditamos que iremos dar um jeito de arrumar tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. Mas isso é mera projeção e quase sempre dá errado. Nem sempre conseguimos e simplesmente porque nem sempre dispomos do meio indispensável para obter, criar esse tempo extra. E qual seria esse meio indispensável?... a simples administração do nosso tempo, trabalhando o presente e o futuro, de forma bastante realista, saindo do campo da mera projeção, da expectativa, do excesso de confiança ou do otimismo ingênuo, que só atrapalha e tanto nos engana.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Investimentos para a nossa dança
Em tempo, acabo de comprar a Revista Bravo deste mês, e para minha surpresa temos um alento para nossa dança.Segundo matéria publicada, a SPCD - São Paulo Companhia de Dança está recebendo recursos e apoio inéditos no Brasil e pretende estrear neste mês o primeiro trabalho de um projeto ambicioso e que segue o modelo do Balé da Ópera de Paris
Desde o íncio do ano, com a criação da São Paulo Companhia de Dança (SPCD), os envolvidos no projeto ganharam uma perspectiva aristrocrática por parte do governo estadual. A verba anual de R$ 13 milhões levou o grupo a contar com recursos inéditos para a dança no Brasil, o que também traz, em contrapartida, uma enorme responsabilidade.
Para Iracity Cardoso, atual diretora artística da SPCD, há a possibilidade de inspirar-se no Balé da Ópera de Paris, companhia francesa que conta com 154 bailarinos e que foi criada há quase 350 anos na corte de Luís 14, o chamado Rei Sol.
Para a estréia, uma criação do italiano Alessio Silvestre, Polígono, e para novembro um espetáculo que reune três obras: Serenade, clássico do russo naturalizado americano Gewrge Balanchine, de 1934; Les Noces, da Russa Bronislava Nijinska, de 1923; e uma criação contemporânea, do carioca Paulo Caldas.
(Desses, em viagem rápida, tentarei assitir Serenade e Les Noces...Pena que não haja previsão para apresentação em Brasília!).
A reunião de obras clássicas com produções contemporâneas, como programação inicial, reflete o modelo implantado no Balé da Ópera de Paris por Britgitte Lefèvre, diretora artística da companhia francesa desde 1995. Brigitte revitalizou o repertório do grupo, que hoje possui desde obras clássicas a criações modernas e contemporâneas, assinadas por grandes coreógrafos internacionais, como Pina Bauxh, William Forysthe e Tristha Brown.
Sabe-se que a tentativa de equivalência desse porte não é fácil. Mas para isso a SPCD exigiu técnica clássica apurada dos seus 36 bailarinos - 20 moças e 16 rapazes,
Esse grupo de bailarinos, originários de diferentes cidades (além da capital paulista, Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre e Buenos Aires), mudou a rotina na Oficina Cultural Oswald de Andrade, reformada para ser temporariamente a sede da SPCD.
Segundo a matéria, também como ocorre nas companhias de tradição clássica, o elenco foi organizado em forma de pirâmide que vai do integrante do corpo de baile à estrela, sendo que o grupo adotou uma hierarquia que inclui quatro categorias, do aspirante ao "bailarino 3". E nessa mesma ordem, os salários são diversificados, podendo chegar a R$ 8 mil, considerado um valor inatingível para a maioria dos veteranos no Brasil.
Tá melhorando!
"A iniciativa de criar a SPCD acrescenta um capítulo numa história de tentativas de elevar a dança ao primeiro plano da cena cultural. Ao mesmo tempo, muda uma caracterísitca histórica da cidade, onde as companhias profissionais preferem cultivar exclusivamente a dança contemporânea. (...)"
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Nem tudo é fácil

Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Mas com certeza nada é impossível...
Mas também tornemos todos esses desejos,
REALIDADE !!!
Cecília Meirelles
domingo, 10 de agosto de 2008
Será que é a TPM?
Se não passar até o final de semana, acho que procurarei tomar algum desses remédinhos tipo sossega-leão que vendem em farmácias. E vai ser assim já que não consigo nem imaginar a idéia de procurar um médico, falar sobre o assunto, e ter que ouvir coisas do tipo se não passar tem que fazer tratamento psicológico.
Os pets estão me ajudando muito nessa fase, sua inocência sempre me comove, fazendo lembrar o tempo todo que a vida é um milagre.
[!...]
Mas acho que é hormonal e desconheço a razão de tão intensa manifestação sintomática.
[!...]
Lembrei dessa mensagem do Chico Xavier, a qual transcrevo na tentativa de viver a emoção do sentido de cada frase. Grande mestre!
"A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem! "
Chico Xavier
sábado, 9 de agosto de 2008
Agregando valor

Mais tarde, durante a 1ª Guerra Mundial, foi transformada em um hospital para os feridos de guerra e antes de passar para o patrimônio da família Safra, já tinha sido propriedade da família Agnelli, também proprietária da Fiat.
Segundo informações da imprensa, muitos milionários russos (como conseguiram chegar a esse estado em tão pouco tempo de transição do comunismo para o capitalismo é bastante curioso) vêm comprando propriedades na região, o que contribui para o aumento vertiginoso dos preços.
Um agente imobiliário da região declarou que ele e outros colegas que trabalham no ramo não ousam mais oferecer a esse tipo de clientela algo que não atinja pelo menos 100 milhões de euros, do contrário, segundo o mesmo, seriam imediatamente repudiados (pelos compradores). Acrescentou ainda que os proprietários locais estariam bastante animados com a crescente especulação imobiliária na região, algo que parece lógico, já que o efeito cascata também traz valorização para as suas propriedades.
Lily Safra, com um patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões, ocupa a 11ª posição da lista das mulheres mais ricas do mundo. E agora está mais rica, já que a casa, ao meu ver, não valia isso tudo. Quem comprou, o russo!?!, com certeza não sabe o que fazer com tanto dinheiro, usando-o para auferir prestígio e status.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Bailarino

O bailarino é uma forma de arte viva. É fascinante a leveza e a força de cada movimento com que realiza a coreografia.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Rosas amarelas

Cheiro as rosas amarelas
Elas lembram a ti
Abrindo-se num espaço contínuo
de vida, luz e carinho sem fim
Quisera eu tê-las em meus braços
Mais quisera eu tê-lo aqui
Sorrindo ao sabor da tua vida
Luz da esperança eterna por vir
Então beijo as rosas amarelas
Sonhando em delírio por ti
Abrem meu abraço flor
Quando te sinto no encontro
Exalando a felicidade da cor
E a doçura de pétalas amarelas
Do teu beijo rápido e certeiro
Presente sorriso em cativante alegria
Perpétuo instante em tua essência amor
E minh' alma enamorada prosta-se
Abandonada inebriantes rosas em ti
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Homenagem a Athos Bulcão

segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Melancolia da volta

Conquista pois sozinho o teu futuro
Já que os celestes guias te hão deixado
Sobre uma terra ignota abandonado
Homem - prescrito rei - mendigo escuro!
Se não tens que esperar do Céu (tão puro,
Mas tão cruel!) e o coração magoado
Sentes já de ilusões desenganado,
Das ilusões de antigo amor perjuro,
Ergue-te, então, na majestade estóica
Duma vontade solitária e altiva
Num esforço supremo de alma heróica!
Fere um templo de muros da cadeia
Prendendo a imensidade eterna e viva
No círculo de luz da tua idéia!
(Antero de Quental)
Antero de Quental, um dos maiores poetas portugueses, deflagrou o Realismo em seu país e pode ser comparado a Camões e a Bocage na elaboração de sonetos.
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domingo, 3 de agosto de 2008
A Hora da Estrela

Macabéa nasceu no sertão, raquítica, e até um ano nem tinha nome. Ficou órfã aos dois anos e uma tia benta continuou sua criação à base de cascudos. Quando esta morreu, Macabéa foi para o Rio de Janeiro, decisão que tomou sem que soubesse exatamente por quê.
Já no Rio, passou a dividir um quarto perto do cais com mais quatro moças e trabalhar como datilógrafa num pequeno escritório, emprego mantido quase que milagrosamente, uma vez que executava o serviço de forma bastante sofrida, cometendo erros de mecanografia e de ortografia imperdoáveis. Seu salário era miserável, o qual permitia-lhe manter apenas uma dieta de cachorro-quente (um por dia) e Coca-Cola, nada mais. A noite, costumava ficar mastigando pedacinhos de papel, o que ajudava a enganar o terrível vazio que sentia no estômago.
Sua miséria e orfandade, bem como a ausência total de afeto fez dela uma criatura quase nula: "Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham"; "...ela vive num limbo impessoal, sem alcançar o pior nem o melhor. Ela somente vive, inspirando e expirando, inspirando e expirando. [...] O seu viver é ralo".
O que a salva da indigência é algo que ela traz em si tremeluzindo como uma pequena chama de uma vela: anseios fragmentados e vagos de vida e alegria.
Um dia, num de seus passeios a pé, conheceu Olímpico, por quem se apaixonou.
Olímpico tinha vindo para o Rio após ter cometido um crime de morte no Nordeste. Homem inseguro, é o tipo clássico que se esconde sob uma camada truculenta e de petulância.
Após alguns encontros com Macabéa, Olímpico se apaixona por Glória, uma mulata de cabelos oxigenados e de "traseiro alegre", que tabalhava no mesmo escritório com Macabéa.
Macabéa "procurou continuar como se nada tivesse perdido", já que não se sentia particularmente digna de nada; continuou até mesmo suas relações com Glória.
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