quarta-feira, 20 de agosto de 2008

É, passou mesmo...


Credo, essa tpm demorou!
Finalmente estou me sentindo melhor! Ontem estava super zen e parecia de longe a funcionária mais feliz, paciente, educada, cheia de energia e atenciosa da minha Divisão. Voltei ao que considero meu normal.
Apesar dessa fase, em que fiquei um pouco calada e séria, algumas pessoas, como meu pai, minha mãe, meu sobrinho, o Carlinhos, o Marcelo, e alguns outros anjos parecem ter tido o poder de melhorar um pouco meu ânimo ou diminuir minha ansiedade.
Elas, cada uma do seu jeito, contribuiram para que eu voltasse ao meu eixo, ou pelo menos, permitiram que a passagem da fase fosse menos sofrida.
Agora tenho insônia, mas pelo menos não estou ansiosa. Como tenho muita coisa a fazer pela manhã, antes do trabalho, preciso acordar bem cedo e anotar tudo de forma a organizar esses afazeres durante o pouco tempo disponível. Certamente não vai dar para fazer tudo, mas pelo menos, estarei satisfeita com o que puder conseguir.
Às vezes me sinto tão frágil, mesmo que no momento esteja trânqüila. Talvez seja a solidão. Já tentei de tudo para me acostumar, mas acho que não nasci para viver sozinha. Tenho certeza que não vou conseguir viver muito tempo assim! Só tenho medo que num desses momentos de desespero, acabe me "apaixonando" por alguém que não seja o ideal para mim.
(Graças a Deus, tenho os meus pets, as criaturinhas mais doces desse mundo, e que me fazem companhia!)
Há uns dois anos atrás, com meu último namorado, travei uma luta de razão e sensibilidade com o meu próprio eu. Consegui não me apaixonar pelo cara. Em alguns momentos ele era uma boa companhia, mas estava longe de ser a pessoa ideal para mim. Contava que tinha se separado da ex por causa de uma série de acontecimentos exteriores ao relacionamento que forçaram a dissolução do seu casamento. Segundo ele tinha perdido todo o seu patrimônio, desde que sofreu um acidente de automóvel na estrada para Londrina, e que vitimou toda a sua família. A recuperação teria sido muito difícil, principalmente para ele, que tinha ficado em coma durante mais ou menos dois meses. De volta ao lar, não conseguia trabalhar. Sua pequena empresa de móveis começou a dar prejuízo e o casal foi entrando em crise. Acabou por se separarem e ela casou de novo. Ele revoltado parece nunca ter aceitado a situação. Mas estava disposto a recomeçar com outra, mas precisamente, comigo, como dizia.
Acho que não gostava dele, porque não fazia qualquer esforço para tentar me encaixar naquela sua história de recomeço. Me prometia um monte de coisas. Coisas que eu via que ele não teria condições de dar (talvez uma moça mais nova, ingênua, acreditasse em tais promessas!). Ele parecia muito cansado, e com 42 anos não conseguia arranjar um emprego fixo, vivia de bico, e parecia sempre muito preocupado com o que eu fazia ou deixava de fazer com o meu salário. Tão estranho tudo isso! Acho que acabaria tendo que sustentá-lo.
Se o amasse, talvez nem me importasse, mas não era o caso. Daí acabou, e mais uma vez me senti aliviada.
Tem um outro probleminha, aliás um problemão, depois que a gente terminou, realizei uma pesquisa, pela internet mesmo, e descobri que ele respondia a um processo de agressão contra a ex lá em Londrina. Que horror, olha só com quem eu estava me metendo!
Sem falar outro processo, o qual eu já sabia, de pensão alimentícia para o filho, que ele não pagava, e com um sorrizinho idiota na cara, me dizia que era só para irritar a ex. Por isso tinha vindo para cá, sem que ela soubesse seu paradeiro.
Por essa e outras, percebi que não era o cara para mim. E melhor terminar, lógico.

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