terça-feira, 25 de agosto de 2009

Solidão, ele disse que me ama...





"Solidão, dá um tempo e vá saindo,
de repente eu tô sentindo,
que você vai se dar mal
Solidão, meu amor está voltando,
daqui a pouco está chegando
me abraçando todo meu
Meu, meu..
A solidão é nada
você vem na hora errada em
que eu não te quero aqui
Que solidão que nada,
eu preciso é ser amada.
Eu preciso é ser feliz
Solidão,
ele disse que me ama,
Se amarrou em minha cama
me levou até o céu
Céu....."

sábado, 9 de maio de 2009

Quero ser mãe!




Estamos na véspera do dia das mães, segundo domingo de maio. Sempre que esta data chega, e em outros determinados momentos especiais, começo a sentir uma ansiedade prá lá de incômoda. Sinto sobre mim dois medos enormes: perder minha querida mãezinha, que já está bem velhinha e o outro é não mais poder ter filhos.

O tempo passou e não tive a sorte de encontrar alguém que realizasse esse meu sonho. Hoje, cheguei a uma idade, em que é muito difícil se encantar com os homens. Recentemente tinha encontrado alguém muito especial, que poderia me proporcionar essa benção, que também seria dele, é claro, mas que sequer abriu espaço para essa possibilidade...Ele não me quis!... Devia e deve estar esperando alguém com um monte de qualidades que eu não tinha, mais jovem, mais bonita, mais alegre, mais rica, mais sei lá o que. É um direito dele, não há dúvida, e eu morreria defendendo isso se fosse necessário. Não estou sendo hipócrita? De maneira alguma. Por quê? Porque já passei por isso, dispensei tantos homens, porque não os considerava dignos do meu amor, e outros que não eram mesmo, e que meu estinto de preservação descartou sem a menor dúvida e arrependimento. O fato é: não tive a sorte, mas ele poderá ter, de encontrar aquela pessoa que é perfeita para si.

Poderia, se tivesse sido mais prática, escolher o menos piorzinho, mas sabe como é, a gente sempre espera que o amanhã nos traga aquele ideal.
O tempo passou, e descobri que o destino não havia reservado alguém para mim. Tenho uma estrutura emocional que me faz sentir-se muito bem sozinha e gosto da minha companhia, mas..., não sei se ela é suficientemente forte para aguentar o que virar pela frente. Quando perder meus pais, sei que vou me sentir muito sozinha. Meus irmãos, não tenho irmãs, são muito na deles, já possuem família. A consequência disso será muita solidão, e isso é realmente muito assustador.

Neste momento estou precisando de colo, ou melhor ainda, de voltar para o aconhego do útero que me envolveu, que supriu todas as minhas necessidades sem que eu fizesse nada por merecer, que me formou e me preparou para que eu viesse ao mundo. Mas, infelizmente, isso não é possível!
O alento seria proporcionar esse milagre, com as bençãos divina de um Deus muito poderoso, a alguém que mesmo sem sequer existir eu já amo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009



Esta semana foi uma das mais cansativas que já tive. E foi duro ainda encarar uma puxada para a aula, hoje, depois do trabalho. Fui literalmente arrastada pela força de vontade, mas o que queria mesmo era ir para casa, tomar um banho e dormir. Mas, uma vez lá, embora com um pouco de dor de cabeça, consegui sentir um pequeno prazer por estar aprendendo algo novo, ou ainda redescobrindo novas formas elementares e pontuais do direito constitucional. Enfim, valeu a pena ter ido, apesar do sofrimento.
Não costumo ficar tão cansada, mas essa semana foi bastante atípica, com cada minuto vivido intensamente, muita energia tendo que ser dispendida. Mais um dia assim e desmaiaria de tanta estafa.
Estou orgulhosa de mim. Vou até me dar um presente... porque mereço!Agindo assim sei que vou conseguir chegar aonde quero.
Este é mais um exercício de perseverança. Aliás, não sei onde fui buscar tanta força para lutar e poder me sentir mais útil futuramente.
Uma das pérolas da aula de hoje: Tenha consciência! Se beber, não dirija! ... Mas se vier a tomar uma cervejinha, e cair no azar de ter que passar na malha fina de uma blitz, não faça o teste do bafômetro! Não produza provas contra si mesmo! Você não é obrigado a isso, a nossa Constituição não permite esse tipo de abuso . Usando do poder de polícia, outorgado pelo Estado administrativamente, te conduzirão ao IML, mas não permita que tirem o seu sangue para o exame. Sobrará apenas uma fotografia da íris, que não prova nada, apenas administrativamente, por mera presunção, o que pode levá-lo, com certeza, a ter que pagar uma multa bastante salgada: 900 e cacetada. Penalmente, por falta de provas, não poderá ser condenado. A idéia é não ser processado criminalmente pelo Judiciário, pois o efeito disso pode ser devastador, e significar o seu fim se estiver pensando em embarcar numa carreira de juiz, procurador, promotor, etc....
É a rigidez de alguns preceitos do nosso ordenamento jurídico, fazer o quê? O legislador quis assim. Só resta ao Judiciário aplicar a penalidade prevista.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Incômoda inconsistència da conciência



Parte I ... de mais um infinito particular

Recentemente , dias 5 e 6, participei de um curso promovido pela ESMPU que tratava da arte de viver em paz e a arte de viver o conflito. Muito bom, apesar das instalações não serem lá muito boas: era perto de um fogão a lenha usado para preparar o chá e o café do lanche, e que por vezes acabava por encher a sala onde estávamos de fumaça. Apesar disso, o lugar, na Granja do Ipê, é lindo (atualmente está sendo usado de uma forma humanitária, abrigando crianças em situação de proteção especial - vítimas de abusos os mais variados, ou ainda, de abandono), e possuia também uma cachoeira de proporções consideráveis (olha só!... nem lembrei de perguntar qual era o nome daquele córrego).
Ainda temos um segundo módulo, mas acho que não será mais lá. Tudo indica que a Escola acatará nossas sugestões de promoção do evento aqui mesmo no Plano, o que torna tudo mais prático, com relação à alimentação e trânsito.
O mais importante está referenciado ao tema. Tivemos bastante exercícios cujo objetivo maior ao meu ver era sair do piloto automático e entrar numa espécie de consciência do eu e do outro, num processo de empatia, e como último exercício, a sensibilização e integração com a natureza. Foi realmente muito bom. E espero, sinceramente, poder continuar no meu dia-a-dia nesta busca desse eu, meu ser essencial, e que sei o quanto precisa ser melhorado.
(...)
Tinha gente de todo tipo, alguns mais limitados que outros, isso era fato quando se ouvia suas idéias, mas todos igualmente felizes ou infelizes e com um desejo semelhante.... de tornarem-se pessoas melhores.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Bellisimo cosi


"Ricomincio da qui / e battezzo i miei danni
con la fede in me / senza illudermi / ma con un principio da difendere / punto a pieno su noi / è bellissimo così / meglio tardi che mai
ascoltami / posso essere io / l'occasione che aspetti da una vita
il mio / sarò di più / io sarò la certezza che chiedevi tu / è innegabile
che da quando tu mi vuoi / punto tutto su noi
sorprendimi
lascia il tuo passato com'è e porta il meglio da me / nel tuo presente / spezza le parole di chi non t'ama e ti dice si / non è sufficiente / e lasciati guardare un po di più come un bagliore / splendi di rivoluzione tu
bellissimo così
vieni a me come sei
fallo immediatamente non voltarti mai / l'essenziale l'hai tu / lo nascondi ai miei occhi / ma vale di più / sei perfetto così / coi tuoi denti lucidi / punto a capo da qui /
ascoltami
lascia il tuo passato com'è
lo porterai insieme a me / nel tuo presente / mezza vita è molto per chi / ti vuole e ti dice si / e lo fa per sempre / e lasciati ammirare un po di più
senza pudore / provochi la mia reazione tu / bellissimo così
sono trasparente lo sai
io quando parlo di noi / quasi indecente / canto sottovoce ma c'è
un suono dentro di me / così prepotente / e lasciati guardare un po di più / come un bagliore / splendi di rivoluzione tu
bellissimo così / bellissimo così / bellissimo..."

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Uma colcha de retalhos no varal



Depois de uns tempos sem o sinal da internet (por pura preguiça de ir atrás!), enfim, voltei a tê-lo aqui em casa. No meu novo trabalho, não se permite acesso a esse tipo de programa, então..., não teve jeito mesmo!
Aos poucos estou voltando àquela rotina feijão com arroz que me deixa até um pouco mais a vontade comigo mesma. Queria acrescentar algo novo, tipo academia, mas tá difícil! Saio do trabalho e corro prá casa (120 km/h, quando dá!), tomo aquele banho quentinho e corro pra televisão...
Isso me relaxa, paca, mas precisava realmente fazer uma atividade física. Meu irmão diz que é só começar, que a gente se acostuma, e com o tempo acaba sentindo falta, se parar.
Tem uma psicóloga bem legal aqui em Taguatinga, dessas que tem uma linha terapêutica bastante holística. Talvez eu vá lá pra conferir. Sei lá, é sempre bom ter alguém para escutar a gente e de repente até dar aquele empurranzinho de incentivo.
Estava tentando dar conta de tudo o que precisava fazer (...e aos poucos estou conseguindo, uffa!), mas acabei por colocar em segundo plano coisinhas supérfluas desse tipo, é claro...como meu diário eletrônico!
(...)
Acho que estou feliz em voltar a escrever...
(...)
E nessa conversa comigo mesma, dentro ou fora deste espaço, vou costurando meus pequenos retalhos, (re)criando meu eu e um referencial de ego, meio que sem nexos, é claro, para quem vê de fora, mas uma espécie de porto seguro para minha alma. Assim, como um trabalho de patchwork, com padrões que se repetem, às vezes complexos, outros simples e previsíveis e, fundamentalmente despretensiosos, eu sou assim...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009



Querido Tielo, seu post antigo é lindo, mas também tão trágico!...

Tenho sempre acompanhado, ainda que de longe, essa sua peregrinação, e vejo que, como eu, você é também um ser extremamente complexo, e que, provavelmente, também não responde a tratamentos psicológicos.

Gostaria muito de poder lhe ajudar, tentando mostrar um caminho, mas sei que cada pessoa deve naturalmente encontrar o seu próprio.
Bem, penso que já tenha o seu, mas deve prestar mais atenção à paisagem, nem sempre bela, mas melhor que olhar para os dedos dos pés.

Lembra-se da abertura do filme Forrest Gump? Tinha uma pena que voava ao sabor do vento. Sabemos que aquela pena representava a vida da personagem vivida pelo ator Tom Hanks. Essa também pode ser a nossa vida, quando deixamos de assumir sua direção, ou quando, como numa das cenas do filme, corremos o tempo todo, sem objetivos, fugindo de nós mesmos, e o que é pior, olhando para trás.

Você é uma das pessoas mais inteligentes que já conheci, e sei que é capaz de fazer, material e/ou espiritualmente, um milhão de coisas bem melhor do que muita gente.
Então, por que não esquecer um pouco essa busca da própria essência, e voltar-se para o seu exterior e o que ele pode lhe proporcionar de mais belo. Depois volte e faça o balanço, mas sempre com o que conseguiu de novo.
Procure também sempre sentir o milagre da vida manifestado em seu ser e , se possível, agora, faça este pequeno exercício:
(por favor, não compare isso com a literatura dos livros de auto-ajuda, que detesto, por não cumprirem o que prometem.)
E não ria, é sério!...

Num primeiro momento, imagine que o mundo enigmático que habita em seu ser esteja diluído em argila dentro de um balde. Imagine também que o seu plano de visão, e só você pode tê-lo, seja de cima para baixo. Em seguida, mexa na água e tente enxergar o fundo do balde. O objetivo é ter a noção da profundidade deste, e, principalmente, conhecer a exata dimensão do seu conteúdo, ou seja, se conhecer melhor. O problema é que quanto mais você mexe, mais a água fica turva, não é verdade? E, num dado momento, você acaba desistindo. Você também percebe que parando de mexer, a argila vai toda para o fundo e, assim sendo, continuará sem respostas.
Em segundo plano, você pensa: E se eu colocar mais e mais água? O conteúdo do balde não transbordará? Tudo indica que sim, mas a água se tornará cada vez mais límpida, e então poderá , com a mais absoluta certeza, ver o fundo do mesmo, e ter então, o domínio claro e certo de seu conteúdo.

Quanto a mim, busquei a água em várias fontes, das psicoterapias aos livros de auto-ajuda, passando pela religião, mas encontrei sua forma mais pura apenas em uma delas, a filosofia.
Só a filosofia pode fornecer os meios para que cada um busque sua auto-cura. Caminho longo e sinuoso! É verdade! Mas compensa, porque enriquece a alma da forma mais completa possível, aquela que é a justa medida entre o ser e o que lhe falta, seja lá o que for, para cada um de nós...
Nunca vou esquecer de minha amiga, Andréia, numa festa em que fui e conhecia pelo menos 80% das pessoas ali presentes. Todas elas, inclusive eu, estavam com máscaras estampando alegrias que não correspondiam a realidade. Como eu sei? Conversei com quase todas, convivo com elas e sei o quanto estão tristes em seus dia-a-dia. Só essa amiga, que estudou filosofia, estava verdadeiramente feliz... E a percepção disso foi marcante em minha vida!

De quem também está no campo de batalha*, com carinho e muitos beijos.

* é importante que não se esteja lutando contra si mesmo, e importante que toda a munição, qual seja, nossa energia, esteja direcionada para o alvo certo.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

E o que pensam alguns filósofos a respeito da amizade...


Ainda aproveitando as férias, fui pesquisar sobre o tema.

Para Aristóteles são três as definições de amizade: o primeiro tipo é a amizade útil, onde seus protagonistas são “aqueles que fundamentam sua amizade no interesse, amam-se por causa de sua utilidade, por causa de algum bem que recebem um do outro, mas não amam um ao outro por si mesmos”. Típica amizade comum entre os adultos. Exemplos não são poucos: a que gera conforto ao paciente, que portador de uma doença delicada, busca um vínculo maior com o seu médico; aqueles amigos de final de semana, que procuram momentos de descontração enquanto bebem algum “analgésico” para auguras da vida; aquela não tão amiga, bem chatinha, que finalmente arranjou um namorado, e deslumbrada, não desgruda de você e quer contar todos os detalhes. Enfim, o convívio só lhes é agradável enquanto desperta a certeza/esperança de algum bem como retorno.

O segundo conceito de amizade para Aristóteles seria o da amizade agradável, típica “daqueles que amam por causa do prazer: não é por causa do caráter que os homens amam as pessoas espirituosas, mas porque as consideram agradáveis”, e mais comuns entre os mais jovens, uma vez que estes são guiados mais pela emoção e procuram mais o que lhes dá prazer. Inclui-se aqui o “ficar”, que é uma espécie mais intensa e que “mistura as bolas”, unindo o útil ao agradável.

Como são tipos de amizades que buscam um fim, Aristóteles nos diz que são amizades acidentais, “pois a pessoa amada não é amada por ser o homem que é, mas porque proporciona algum bem ou prazer. É por isso que tais amizades se desfazem facilmente se as partes não permanecem como eram no início, pois, se uma das partes cessa de ser agradável ou útil, a outra deixa de amá-la”. E por assim dizer “útil” e “agradável” são valores relativos que constantemente se modificam. Ainda ilustra “De fato, as pessoas más não se deleitam com o convívio uma das outras, salvo se essa relação lhes traz algum proveito” e “os criminosos não parecem propensos à amizade, pois tais pessoas não têm muito de agradável, e ninguém deseja passar seus dias com pessoas cuja companhia é dolorosa ou não é agradável, já que a natureza parece evitar acima de tudo o que é penoso e buscar o agradável”,

O terceiro conceito apresentado por Aristóteles seria o que corresponde a amizade ideal: “é aquela que existe entre os homens que são bons e semelhantes na virtude, pois tais pessoas desejam o bem um no outro de modo idêntico, e são bons em si mesmos”. Este tipo de amizade não é acidental. Pode tornar-se permanente uma vez que “aqueles que desejam o bom aos seus amigos por eles mesmos são amigos no sentido mais próprio, porque o fazem em razão de sua natureza e não por acidente”. É também o caso de irmãos que tendo galgado um certo grau de maturidade, conseguem engessar as adversidades naturais de uma relação em família. Há reciprocidade de sentimentos, alegria em se redescobrirem, do tipo “Sempre estar lá, me fez voltar... Não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar...”

Tal conceito encontra base também no pensamento de Platão, que, no diálogo chamado Lisis ou da amizade, escreve o seguinte “ somente o homem de bem é amigo do outro homem de bem, ao passo que o malvado não pode chegar à verdadeira amizade nem como o homem bom nem com outro malvado”. Decorre daí a idéia central de que o amigo perfeito é aquele que ajuda ao outro a encontrar o caminho do bem. Por isso, ela só pode ocorrer “entre duas pessoas que sejam sensíveis e virtuosas”, como dizia Voltaire.

É importante lembrar que este tipo de amizade requer tempo e prática. Mesmo conhecendo uma pessoa há 10, 20 anos, não podemos dizer que é nossa amiga. Há a necessidade de se formar um vínculo mais intenso. É o que confirma Aristóteles: “além disso, uma amizade dessa espécie exige tempo e intimidade. Como diz o provérbio, as pessoas não podem conhecer-se mutuamente enquanto não tiverem ‘consumido muito sal juntos’”.

O filósofo brasileiro Leonardo Boff diz que a estrutura central do ser humano não é a razão e sim o afeto. E quando partimos desse pressuposto, percebemos que a amizade destaca-se como um dos principais bens necessários a uma boa sociabilidade. Nascendo da confiança mútua, é uma relação de amor e de afeto muito especial, e principalmente um sentimento recíproco, já que é impossível ser amigo de alguém que não seja, por sua vez, nosso amigo.

E sobre o Tempo e a Distância?

Às vezes, na amizade pode ocorrer a descontinuidade temporal-geográfica, ou seja, podemos ficar muito tempo sem encontrar um amigo, mas quando o vemos é como se o tempo não tivesse passado. Um reencontro provoca aquela alegria de outrora. Assim, "uma relação ideal de amigos é uma relação de unidade porque nós podemos não estar reunidos o tempo todo, mas sentimos que estamos unidos por esse sentimento de reciprocidade, um sentimento de unidade, seja pelas afinidades político-ideológicas ou pelas confidências no campo da vida privada."

Epicuro (341-270 a.C.), pensador grego, tinha a seguinte máxima: “de todos os bens que a sabedoria nos ensina e que são necessários para a nossa sobrevivência, a amizade é de longe a maior”. Considerando também que ela se estabelece a partir de uma relação entre iguais, não havendo qualquer tipo de dominação, e, portanto, desequilíbrio, pode-se dizer que a relação entre amigos, baseada em respeito mútuo, se constitui num espaço para o desenvolvimento de valores éticos.

Para a filósofa Maria Lúcia A. Aranha, “talvez não seja muito fácil encontrarmos verdadeiros amigos. Mas, quando os temos, vale a pena cultivar sua amizade, que pode vir a durar a vida inteira.”

sábado, 7 de fevereiro de 2009





Sexta, tinha marcado encontro com uma amiga dos tempos da faculdade (de direito). Não nos víamos há uns seis ou sete meses, mas considerando que éramos muito ligadas, sempre fazendo tudo juntas, inclusive participando da vida uma da outra, não poderia esperar tanta estranheza. Parecia alguém bem distante. Ficamos tentando resgatar todo aquele entusiasmo de outrora, mas parecia uma batalha perdida.

Sei que a amizade é algo que precisa ser cuidado, aliás como qualquer outra relação. O fato é que nem eu, nem ela tivemos muito tempo para cultivar esse vínculo. Tantas coisas aconteceram e tantas mudanças em minha vida, inclusive na própria forma de ver o mundo, que tive que queimar muita energia para poder conseguir assimilar tudo, e ainda nesse processo, me sinto quase sem forças para um feedback adequado. Somando-se a isso, algumas mudanças eu mesma busquei, ou provoquei, além do bem ou do mal. Faz parte da vida dar uma mexida de vez em quando no já estabelecido. Demorou! E dane-se quem não gostou...

Também perdi o contato com a minha querida amiga Ana Patrícia (de Administração da Católica). O tempo acabou nos separando. Talvez por causa da nossa idade, 19, 20 anos, era tudo bem mais intenso... Isso acabou por deixar uma marca tão profunda, que de vez em quando lembro dela, e sinto uma enorme vontade de procurá-la. Mas, sabe como é..., acaba ficando sempre “pra depois”... Na vida temos tantos caminhos sem volta, e em muitos desses só nos damos conta do perdido quando estamos na reta final. É como se não existisse mais espaço para aquela pessoa, aquele sentimento, aquele hobby, partes daquele mundo do passado, por mais que tentemos encaixá-los no presente.

Talvez toda essa bagagem deva ficar mesmo no passado. Mas que seja o alicerce do presente que, colocado na linha de frente, tome o meu destino pelas mãos e me coloque numa posição onde possa crescer, evoluir e melhorar cada vez mais a minha forma de lidar com tudo e com todos.
E para encarar o presente com um pouco mais de inteligência emocional, precisamos saber que fomos e somos amados, ainda que superficialmente...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009




Ulalá, descobri que o tipo de homem que eu gosto tem nome, ou melhor, se encaixa num grupo específico e com características bem definidas. São os neossexuais.
E parece que não sou a única... Pena não fazerem parte da minha geração! Com exceção do meu irmão e outros poucos, a grande maioria dos caras da minha geração são uns idiotas egoístas e machistas, do tipo mala sem alça e daquelas bem pesadas.

O neossexual, preferência minha e de grande parte da mulherada na última década, é romântico, sem ser inconseqüente ou ingênuo e sensível sem ser piegas demais. Se preocupa com a aparência, tendo um estilo elegante que beira o clássico, mas sem extravagâncias. É pontual, tem consideração por você, não é dissimulado, e quando diz que vai ligar, liga. Portanto, desconhece, ou o que é mais provável, não dá importância àquelas regrinhas idiotas espalhadas pela mídia ou publicadas em revistas masculinas de como “pegar mulher” próprias dos “habitantes de Marte”.
Vêem em nós muito além de nossa aparência e não nos acham complicadas, muito menos seres de outro planeta, mas mais sensíveis e emocionais do que eles. Procuram antes nos entender, não nos rejeitam. Amam a mãe, os filhos e todo o resto da família, tratando cada um com muito carinho, ao tempo que respeitam suas diferenças, sem cobranças nem rejeições, numa filosofia baseada em tolerância. Sem constrangimentos, abrem a porta e deixam fluir todo o amor, fortalecendo os vínculos, e mostrando claramente que são também muito amados por eles.

Buscam a excelência tanto quanto você em termos de envolvimento emocional na relação e se entregam certos de que os resultados daí obtidos serão bem maiores do que se buscassem apenas o “todo” em seu plano físico.


Não tentam parecer mais inteligente que você, com medo de perderem o controle da situação e se sentirem inseguros. Admiram o seu sucesso e por vezes até te incentivam, apoiando e vibrando com suas pequenas conquistas, sem se sentirem perdedores ou diminuídos.
São, também, centrados em seus próprios objetivos, disciplinados, e mesmo que não gostem de fazer aquilo para o qual se proporam no momento, agem sempre com responsabilidade e dedicação.

Não são machões nem tentam ser durões, e assim mais sensíveis, companheiros e com atitudes éticas, mais do que politicamente corretas, vão conquistando cada vez mais nossos corações, e de uma forma sem precedente na história da humanidade.
Na minha opinião tanto nós quanto eles só temos a ganhar com esse novo homem.
A propósito, Leonardo Boff, considerado um dos maiores filósofos brasileiros, já havia traçado, ainda que por sugestão, esse modelo ideal de busca da plenitude de ser.
Que sejam bem vindos!