sábado, 7 de fevereiro de 2009





Sexta, tinha marcado encontro com uma amiga dos tempos da faculdade (de direito). Não nos víamos há uns seis ou sete meses, mas considerando que éramos muito ligadas, sempre fazendo tudo juntas, inclusive participando da vida uma da outra, não poderia esperar tanta estranheza. Parecia alguém bem distante. Ficamos tentando resgatar todo aquele entusiasmo de outrora, mas parecia uma batalha perdida.

Sei que a amizade é algo que precisa ser cuidado, aliás como qualquer outra relação. O fato é que nem eu, nem ela tivemos muito tempo para cultivar esse vínculo. Tantas coisas aconteceram e tantas mudanças em minha vida, inclusive na própria forma de ver o mundo, que tive que queimar muita energia para poder conseguir assimilar tudo, e ainda nesse processo, me sinto quase sem forças para um feedback adequado. Somando-se a isso, algumas mudanças eu mesma busquei, ou provoquei, além do bem ou do mal. Faz parte da vida dar uma mexida de vez em quando no já estabelecido. Demorou! E dane-se quem não gostou...

Também perdi o contato com a minha querida amiga Ana Patrícia (de Administração da Católica). O tempo acabou nos separando. Talvez por causa da nossa idade, 19, 20 anos, era tudo bem mais intenso... Isso acabou por deixar uma marca tão profunda, que de vez em quando lembro dela, e sinto uma enorme vontade de procurá-la. Mas, sabe como é..., acaba ficando sempre “pra depois”... Na vida temos tantos caminhos sem volta, e em muitos desses só nos damos conta do perdido quando estamos na reta final. É como se não existisse mais espaço para aquela pessoa, aquele sentimento, aquele hobby, partes daquele mundo do passado, por mais que tentemos encaixá-los no presente.

Talvez toda essa bagagem deva ficar mesmo no passado. Mas que seja o alicerce do presente que, colocado na linha de frente, tome o meu destino pelas mãos e me coloque numa posição onde possa crescer, evoluir e melhorar cada vez mais a minha forma de lidar com tudo e com todos.
E para encarar o presente com um pouco mais de inteligência emocional, precisamos saber que fomos e somos amados, ainda que superficialmente...

Nenhum comentário: