domingo, 24 de agosto de 2008
Meu pequeno castelo
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Arrumando a casa

Se tem alguém que lê tudo isso que escrevo aqui nesse blog, ou só partes deles (porque deve ser cansativo!) já deve ter percebido o grande caos, a misturada doida que eu faço de assuntos. O problema é que eu sou assim mesmo. Fico o tempo todo pensando num bocado de coisas, reagindo a tudo que é estímulo, prestando atenção a tudo, por mais força que faça para ignorá-las.
Tenho insônia em 90% das minhas noites, e desde quando nem lembro, mas, graças a Deus, não me sinto cansada no dia seguinte. Parece que o pouco tempo que durmo é suficiente para descansar. Não sei como será a minha saúde a longo prazo por levar uma rotina assim, mas até o momento não vejo, com exceção da pele, é claro, nenhum resultado negativo.
Também nunca sofri por não conseguir dormir como a maioria das pessoas. Ao contrário, lembro que quando criança sofria sim, todas as noites, mas porque me forçavam a ir para a cama muito cedo. Ficava rolando na cama, e só dormia depois da canseira que dava a resistência involuntária. Depois já com mais ou menos 11 anos, ganhei um quarto só para mim. Foi ótimo, mas meus pais levantavam durante a noite e íam ver se eu estava acordada. Quase sempre conseguia ouvir os passos no corredor e apagar a luz antes que eles chegassem perto e percebessem a luz que passava pelas frestas da porta. Outras vezes colocava panos nelas e ficava à luz de velas. O que eu fazia? Lia, desenhava, folheava revistas, escrevia em diários...Não faltava o que fazer.
Antes quando não tinha esse blog, não podia registrar esse mix de pensamentos, delírios e reflexões, e por conseguinte perceber o real caos que domina minha vida. Mas agora está mais evidente, e assim surgiu a vontade de buscar meios que permitam uma maior organização de tudo, ou seja, direcionar, aos poucos, essa atividade intelectual de forma mais coerente, procurando obter, em termos práticos, algum resultado. Dei-me conta da real necessidade de colocar as rédeas em um bocado de coisas, escolhendo os melhores meios para organizá-los, direcionando-os e otimizando seus resultados.
Já tive até um resultado hoje e estou super orgulhosa por isso. No horário de almoço, saí para fazer o orçamento da bancada da minha cozinha. Fiz o orçamento com cinco marmorarias (foi o que o tempo permitiu), e percebi que o preço variava muito, na ordem de incríveis 150% entre o maior e o menor. E o mesmo granito preto, com a mesma qualidade de acabamento. Por que vejo isso como resultado? Porque antes, numa grande ilusão de estar sendo eficiente, tentaria fazer duas coisas nesse mesmo período, ou seja, iria apenas em uma ou duas marmorarias (grande chance de não pagar o melhor preço, portanto) e compraria, por exemplo, o chuveiro e/ou o cooktop, que também estão faltando. Estes, entre outras coisinhas ficarão para o sábado, com tempo para novas pesquisas.
Pode parecer óbvio para tantas pessoas, eu sei, mas para mim..., infelizmente, não era bem assim. Mas estou aprendendo...E tentarei ser cada vez mais racional e objetiva. E agora, mais do que nunca, na minha vida pessoal, o emocional em relação a quem eu penso amar tanto...(ele que não tá nem aí pra mim!), porque a vida é muito curta, e é um contra-senso parar para ver no que vai dar...
Quanto ao blog, vou criar novos, cada um com determinado assunto. E o primeiro, acho, vai ser dedicado ao paladar, à gastronomia, um dos meus principais passatempos. Serei uma eterna leiga nesse assunto, mas não me importo de estar sempre aprendendo, gosto desse processo. Na minha faculdade tem o curso de gastronomia. Sempre quando podia dispor de estudar o dia todo na biblioteca, sempre almoçava por lá mesmo. Na praça da alimentação, no horário de almoço, os alunos de gastronomia usavam a gente como cobaia. Eram divididos em dois ou três grupos e cada tinha que preparar o mesmo prato. O último foi uma moqueca. Os auxiliares dos professores distribuíam amostras em seqüência, para que pudéssemos experimentar e opinar depois numa ficha. Eu era super criteriosa, levava muito a sério, e no espaço para opinião sempre o excedia em pormenores de pontos positivos e negativos. Outro dia consegui uma cópia da apostila do curso na xerox. É impressionante a técnica para elaboração de cada prato.
Outro será só de assuntos relacionado ao Direito, até porque preciso realizar várias pesquisas que me permitam a elaboração de artigos, uma atividade imprescindível para a formação de uma pretensa profissional do Direito.
Um de comentários para os livros que estou lendo; outro para meus filmes; outro para moda (quem sabe futuramente monto uma loja de boas marcas?); outro para a filosofia, que adoro e que me ajuda a não pirar; talvez um de poesia; e manter esse mesmo, que é mais direcionado a minha vida pessoal...
Enfim, organizando a casa.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
É, passou mesmo...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Será que passou mesmo??

Meus filmes preferidos

Estou começando uma coleção de filmes europeus. Este mês já comprei dois, e acho que vai dar para assistir mais dois ainda em agosto, sempre no final de semana, sábado ou domingo, depois do cantar do galo da meia-noite. As opções são muitas no site da Livraria Cultura, e permite o parcelamento do pagamento.
Não gosto, por vários motivos, de utilizar de cópias ilegais, embora conheça uma porção de gente que ganha muito mais que eu e que não consegue se abster desse péssimo hábito.
Então prefiro pagar o que chamam de "preço justo", e contribuir/retribuir pelo trabalho dessas pessoas que vivem e trabalham para proporcionar um pouco de lazer e cultura (sentido strito) para a gente. Bem, quatro por mês penso que dá para pagar, sem estourar o orçamento, um tanto quanto já apertado. E vale a pena porque sempre gostei desses filmes; as produções hollywoodianas quase sempre me cansam naqueles emblemáticos super-heróis.
Bem, não são só os filmes europeus, não posso ser injusta com os outros, entre eles o brasileiro...Na verdade, gosto de vários, como, por exempo, o Crime do Padre Amaro, do português Eça de Queiroz, e produzido, filmado acho que no México.
Na verdade, ultimamente, mas precisamente nos últimos 10 ou 15 anos, venho gostando cada vez menos de norte-americanos, e de muitas coisas que eles fazem. Não sinto a menor vontade de ir para os EUA, e não ficaria nem um pouco chateada em passar pela vida sem pisar naquelas terras.
Precisa ver o vexa que é tentar um visto para os Estados Unidos! Tô fora!
É bem verdade que outros países também estão impondo algumas restrições e conseqüentes humilhações aos brasileiros, e de outras nações também pobres, mas não vou poder viajar agora mesmo, então vou deixar para pensar nisso quando surgir o momento. Talvez seja só uma fase, mas também se não passar, fico por aqui mesmo. Estou com planos de um possível doutorado em Portugal ou Espanha daqui a alguns anos quando for Procuradora e um visto de estudante + uma declaração do órgão federal brasileiro + uma bolsa já intermediada entre este, ou melhor, a ESMPU e a universidade de lá, talvez contribuam para que não passe pela humilhação e raiva por ter que ser deportada de volta. E talvez seja mesmo só uma fase!...
Vira e mexe vivencio esse sentimento de anti-americanismo, que cresceu muito depois do fatídico 11 de setembro, e o que daí sobreveio, a resposta como foi dada a aqueles ataques terroristas e mais o recado dado para o resto do mundo, as torturas a que foram submetidos alguns civis, suspeitos sem mais explicações, por alguns soldados idiotas e psicopatas e somando-se a tudo isso mais dois yankees derrubando um avião cheio de brasileiros aqui bem debaixo do nosso nariz...É demais!
Nas olimpiadas não consigo deixar de torcer contra os times norte-americanos...e vibro quando perdem. É mais forte que eu, não consigo evitar!
Mas meu Deus! Como estou sendo injusta! E as milhões de pessoas boas e honestas? Mil perdões!!! Ora, gente que não presta tem em todo lugar...Aqui no Brasil mesmo, aos montes.
Hoje, ou melhor, noite de domingo, mas terminou agora, madrugada de segunda, assisti o filme Mediterrâneo, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1992. É uma comédia anti-militarista, ambientada durante a 2ª Guerra Mundial, que conta a história de oito soldados italianos deixados em uma pequena ilha grega do mar Egeu, para protegê-la em caso de ataque. A missão que deveria durar apenas quatro meses, se estende por quatro anos e os soldados vão pouco a pouco se integrando à população e aos costumes locais, até que a guerra e a Itália tornam-se distantes e irreais. É sem dúvida um belo filme pacifista, equilibrando comédia com drama sem ser piegas.
Uma pequena ironia: eles acabaram sendo "resgatados" pela marinha inglesa, não pela própria Itália, que os esqueceu. A guerra já tinha acabado, nesses quatro anos, e não eram mais inimigos.
domingo, 17 de agosto de 2008
Sem preocupação com os outros

Foi desses dois anos prá cá que também ganhei mais familiaridade com o Direito. Os assuntos são sempre correlatos, e o que se aprende hoje certamente vai ajudar a entender melhor o de amanhã. Poderia até fazer uma analogia com a estrutura de uma árvore (isso não tem nada a ver com a foto aí do lado e que uso para ilustrar algo que sinto e que falarei logo abaixo, ou o que se extrai de tudo isso ) que ao crescer vai ganhando novos ramos (novos conhecimentos), mas esses sempre ligados aos galhos principais (conhecimentos já adquiridos), que por sua vez se ligam ao tronco (a base do Direito). Essa é a razão porque querendo consegue-se fazer dez, onze, doze matérias nos últimos semestres do curso, a gente já tem bagagem, uma boa base, coisa praticamente inviável para quem tá lá entre o seu terceiro e sétimo semestre, período em que constumam entrar matérias processuais. Tem uma outra coisa super legal nisso tudo: apuramos nosso filtro, nossa percepção, e quando são lançados sobretudo pela mídia fatos que estão direta ou indiretamente relacionados ao Direito, e quase tudo é, a gente sabe de cara o rumo que aquilo vai tomar, e/ou naquilo que vai dá no final. Ou pelo menos tem uma idéia. Isso eu não sabia que adquiriria quando comecei a estudar. E talvez por isso a gente tanto se apaixone pelo Direito, ainda que não possa atuar imediatamente na área.
Toda essa viagem para chegar nesse ponto: quando me toquei que não sabia escrever, me expressar, comecei a fazer resumos enquanto estudava, o que ajudou um pouco, é claro, mas ainda assim estava e está muito aquém do ideal. Precisava, então, buscar novas formas, e uma delas, talvez a mais importante, veio quase que naturalmente. Já mais tranqüila com os conhecimentos adquiridos e a facilidade para assimilação dos novos, comecei a me interessar por novas áreas, ou retomar antigos interesses. Comecei a comprar e lê livros, que não de Direito, ou reler os que eu já tinha, esquecidos na estante e, aos poucos, e feliz da vida, descobri que estava precisando mesmo abrir os horizontes, buscar uma formação mais completa, eclética e enriquecedora.
Tem momentos também que paro para pensar tenho o tempo que muitas mulheres casadas e/ou com filhos não dispõe. Por vezes até lamento não ter filhos, por vezes preferiria ser uma mãe dedicada, meio burrinha é verdade, porque sem tempo para uma devida formação, mas feliz da vida com a prole, dentro de suas possibilidades, atendendo primeiramente suas necessidades. Acrescento aqui também sem o menor temor a dedicação ao ser amado (tem homem que realmente merece!). E por ter abdicado, naturalmente ou sem muita escolha, desse forte instinto maternal, me coloco como obrigada a ocupar meu tempo com uma formação apta a angariar um lugar mais digno na sociedade, diferente do que ocupo no momento, exercendo uma profissão mais condigna com a minha capacidade.
Opss! viajei novamente...
Então, voltando...: a vontade de aprender a escrever, seja por necessidade ou prazer, veio naturalmente ao ler um pouco de tudo e de tudo um pouco. Li também pela internet os posts de vários blogues, uns interessantes, outros nem tanto (até hoje ingresso nessa viagem, sempre na gostosa expectativa de encontrar pessoas especiais, que escrevem sobretudo com conteúdo de qualidade...), e daí surgiu a vontade de criar um espaço só meu, esse blog, em que eu pudesse aprender a escrever, ou pelo menos, melhorar minha redação. Afinal, é escrevendo que se aprende a escrever, e afinal cheguei ao ponto que queria: não importa que ninguém o leia, na verdade, prefiro até pensar que só estranhos, e dispensáveis, lêem meus posts.
"[a quem interessar possa ]
Enquanto o sono não vem

Passou por outras margens,
Chegou onde hoje habito
E quem me sinto e morre
sábado, 16 de agosto de 2008
Investimentos na dança


sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Reflexões sobre a administração do tempo - i

Agora com as aulas voltando, senti necessidade de refletir sobre a forma como uso o meu tempo.
Nas férias li um livro sobre administração do tempo (estava precisando!) e outro um tanto correlato, Como Passar em Provas e Concursos do William Douglas, professor e juiz federal.
Existe a crença de pessoas comodistas, por vezes até ingresso nela, de que na hora "H" sempre conseguimos dá conta de fazer aquilo que, na verdade, deveria ter sido feito no seu devido tempo. Ou ainda, de que só produzem mesmo, ou melhor, quando estão sob pressão.
Precisamos também tomar cuidado com pensamentos do tipo "ter tempo é só uma questão de querer ter tempo". Acreditamos que iremos dar um jeito de arrumar tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. Mas isso é mera projeção e quase sempre dá errado. Nem sempre conseguimos e simplesmente porque nem sempre dispomos do meio indispensável para obter, criar esse tempo extra. E qual seria esse meio indispensável?... a simples administração do nosso tempo, trabalhando o presente e o futuro, de forma bastante realista, saindo do campo da mera projeção, da expectativa, do excesso de confiança ou do otimismo ingênuo, que só atrapalha e tanto nos engana.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Investimentos para a nossa dança
Em tempo, acabo de comprar a Revista Bravo deste mês, e para minha surpresa temos um alento para nossa dança.Segundo matéria publicada, a SPCD - São Paulo Companhia de Dança está recebendo recursos e apoio inéditos no Brasil e pretende estrear neste mês o primeiro trabalho de um projeto ambicioso e que segue o modelo do Balé da Ópera de Paris
Desde o íncio do ano, com a criação da São Paulo Companhia de Dança (SPCD), os envolvidos no projeto ganharam uma perspectiva aristrocrática por parte do governo estadual. A verba anual de R$ 13 milhões levou o grupo a contar com recursos inéditos para a dança no Brasil, o que também traz, em contrapartida, uma enorme responsabilidade.
Para Iracity Cardoso, atual diretora artística da SPCD, há a possibilidade de inspirar-se no Balé da Ópera de Paris, companhia francesa que conta com 154 bailarinos e que foi criada há quase 350 anos na corte de Luís 14, o chamado Rei Sol.
Para a estréia, uma criação do italiano Alessio Silvestre, Polígono, e para novembro um espetáculo que reune três obras: Serenade, clássico do russo naturalizado americano Gewrge Balanchine, de 1934; Les Noces, da Russa Bronislava Nijinska, de 1923; e uma criação contemporânea, do carioca Paulo Caldas.
(Desses, em viagem rápida, tentarei assitir Serenade e Les Noces...Pena que não haja previsão para apresentação em Brasília!).
A reunião de obras clássicas com produções contemporâneas, como programação inicial, reflete o modelo implantado no Balé da Ópera de Paris por Britgitte Lefèvre, diretora artística da companhia francesa desde 1995. Brigitte revitalizou o repertório do grupo, que hoje possui desde obras clássicas a criações modernas e contemporâneas, assinadas por grandes coreógrafos internacionais, como Pina Bauxh, William Forysthe e Tristha Brown.
Sabe-se que a tentativa de equivalência desse porte não é fácil. Mas para isso a SPCD exigiu técnica clássica apurada dos seus 36 bailarinos - 20 moças e 16 rapazes,
Esse grupo de bailarinos, originários de diferentes cidades (além da capital paulista, Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre e Buenos Aires), mudou a rotina na Oficina Cultural Oswald de Andrade, reformada para ser temporariamente a sede da SPCD.
Segundo a matéria, também como ocorre nas companhias de tradição clássica, o elenco foi organizado em forma de pirâmide que vai do integrante do corpo de baile à estrela, sendo que o grupo adotou uma hierarquia que inclui quatro categorias, do aspirante ao "bailarino 3". E nessa mesma ordem, os salários são diversificados, podendo chegar a R$ 8 mil, considerado um valor inatingível para a maioria dos veteranos no Brasil.
Tá melhorando!
"A iniciativa de criar a SPCD acrescenta um capítulo numa história de tentativas de elevar a dança ao primeiro plano da cena cultural. Ao mesmo tempo, muda uma caracterísitca histórica da cidade, onde as companhias profissionais preferem cultivar exclusivamente a dança contemporânea. (...)"
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Nem tudo é fácil

Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Mas com certeza nada é impossível...
Mas também tornemos todos esses desejos,
REALIDADE !!!
Cecília Meirelles
domingo, 10 de agosto de 2008
Será que é a TPM?
Se não passar até o final de semana, acho que procurarei tomar algum desses remédinhos tipo sossega-leão que vendem em farmácias. E vai ser assim já que não consigo nem imaginar a idéia de procurar um médico, falar sobre o assunto, e ter que ouvir coisas do tipo se não passar tem que fazer tratamento psicológico.
Os pets estão me ajudando muito nessa fase, sua inocência sempre me comove, fazendo lembrar o tempo todo que a vida é um milagre.
[!...]
Mas acho que é hormonal e desconheço a razão de tão intensa manifestação sintomática.
[!...]
Lembrei dessa mensagem do Chico Xavier, a qual transcrevo na tentativa de viver a emoção do sentido de cada frase. Grande mestre!
"A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem! "
Chico Xavier
sábado, 9 de agosto de 2008
Agregando valor

Mais tarde, durante a 1ª Guerra Mundial, foi transformada em um hospital para os feridos de guerra e antes de passar para o patrimônio da família Safra, já tinha sido propriedade da família Agnelli, também proprietária da Fiat.
Segundo informações da imprensa, muitos milionários russos (como conseguiram chegar a esse estado em tão pouco tempo de transição do comunismo para o capitalismo é bastante curioso) vêm comprando propriedades na região, o que contribui para o aumento vertiginoso dos preços.
Um agente imobiliário da região declarou que ele e outros colegas que trabalham no ramo não ousam mais oferecer a esse tipo de clientela algo que não atinja pelo menos 100 milhões de euros, do contrário, segundo o mesmo, seriam imediatamente repudiados (pelos compradores). Acrescentou ainda que os proprietários locais estariam bastante animados com a crescente especulação imobiliária na região, algo que parece lógico, já que o efeito cascata também traz valorização para as suas propriedades.
Lily Safra, com um patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões, ocupa a 11ª posição da lista das mulheres mais ricas do mundo. E agora está mais rica, já que a casa, ao meu ver, não valia isso tudo. Quem comprou, o russo!?!, com certeza não sabe o que fazer com tanto dinheiro, usando-o para auferir prestígio e status.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Bailarino

O bailarino é uma forma de arte viva. É fascinante a leveza e a força de cada movimento com que realiza a coreografia.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Rosas amarelas

Cheiro as rosas amarelas
Elas lembram a ti
Abrindo-se num espaço contínuo
de vida, luz e carinho sem fim
Quisera eu tê-las em meus braços
Mais quisera eu tê-lo aqui
Sorrindo ao sabor da tua vida
Luz da esperança eterna por vir
Então beijo as rosas amarelas
Sonhando em delírio por ti
Abrem meu abraço flor
Quando te sinto no encontro
Exalando a felicidade da cor
E a doçura de pétalas amarelas
Do teu beijo rápido e certeiro
Presente sorriso em cativante alegria
Perpétuo instante em tua essência amor
E minh' alma enamorada prosta-se
Abandonada inebriantes rosas em ti
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Homenagem a Athos Bulcão

segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Melancolia da volta

Conquista pois sozinho o teu futuro
Já que os celestes guias te hão deixado
Sobre uma terra ignota abandonado
Homem - prescrito rei - mendigo escuro!
Se não tens que esperar do Céu (tão puro,
Mas tão cruel!) e o coração magoado
Sentes já de ilusões desenganado,
Das ilusões de antigo amor perjuro,
Ergue-te, então, na majestade estóica
Duma vontade solitária e altiva
Num esforço supremo de alma heróica!
Fere um templo de muros da cadeia
Prendendo a imensidade eterna e viva
No círculo de luz da tua idéia!
(Antero de Quental)
Antero de Quental, um dos maiores poetas portugueses, deflagrou o Realismo em seu país e pode ser comparado a Camões e a Bocage na elaboração de sonetos.
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domingo, 3 de agosto de 2008
A Hora da Estrela

Macabéa nasceu no sertão, raquítica, e até um ano nem tinha nome. Ficou órfã aos dois anos e uma tia benta continuou sua criação à base de cascudos. Quando esta morreu, Macabéa foi para o Rio de Janeiro, decisão que tomou sem que soubesse exatamente por quê.
Já no Rio, passou a dividir um quarto perto do cais com mais quatro moças e trabalhar como datilógrafa num pequeno escritório, emprego mantido quase que milagrosamente, uma vez que executava o serviço de forma bastante sofrida, cometendo erros de mecanografia e de ortografia imperdoáveis. Seu salário era miserável, o qual permitia-lhe manter apenas uma dieta de cachorro-quente (um por dia) e Coca-Cola, nada mais. A noite, costumava ficar mastigando pedacinhos de papel, o que ajudava a enganar o terrível vazio que sentia no estômago.
Sua miséria e orfandade, bem como a ausência total de afeto fez dela uma criatura quase nula: "Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham"; "...ela vive num limbo impessoal, sem alcançar o pior nem o melhor. Ela somente vive, inspirando e expirando, inspirando e expirando. [...] O seu viver é ralo".
O que a salva da indigência é algo que ela traz em si tremeluzindo como uma pequena chama de uma vela: anseios fragmentados e vagos de vida e alegria.
Um dia, num de seus passeios a pé, conheceu Olímpico, por quem se apaixonou.
Olímpico tinha vindo para o Rio após ter cometido um crime de morte no Nordeste. Homem inseguro, é o tipo clássico que se esconde sob uma camada truculenta e de petulância.
Após alguns encontros com Macabéa, Olímpico se apaixona por Glória, uma mulata de cabelos oxigenados e de "traseiro alegre", que tabalhava no mesmo escritório com Macabéa.
Macabéa "procurou continuar como se nada tivesse perdido", já que não se sentia particularmente digna de nada; continuou até mesmo suas relações com Glória.
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Macabéa

Ele...
Ele se aproximou e com voz cantante de nordestino que a emocionou, perguntou-lhe.
- E se me desculpe, senhorinha, posso convidar a passear?
- Sim, respondeu atalhadoadamente com pressa antes que ele mudasse de idéia.
- E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
- Macabéa.
- Maca - o quê?
- Bea, foi ela obrigada a completar.
- Mas até parece doença, doença de pele.
- Eu também acho esquisito mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada porque não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que ningúem tem mas parece que deu certo - parou um instante retornando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor - pois como o senhor vê eu vinguei...pois é...
- Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra.
Eles não sabiam como se passeia. Andraram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado:
- Eu gosto tanto de prafuso e prego, e o senhor?
Da segunda vez em que se encontraram caía uma chuva fininha que ensopava os ossos. Sem nem ao menos se darem as mãos caminhavam na chuva que na cara de Macabéa parecida lágrimas escorrendo.
Da terceira vez em que se encontram - pois não é que estava chovendo? - o rapaz, irritado e perdendo o leve verniz de finura que o padrasto a custo lhe ensinara, disse-lhe:
- Você também só sabe é mesmo chover!
- Desculpe.
Mas ela já o amava tanto que não sabia mais como se livrar dele, estava em desespero de amor.
Numa das vezes em que se encontrraram ela afinal perguntou-lhe o nome.
- Olímpico de Jesus Moreira Chaves - mentiu ele porque tinha como sobrenome apenas o de Jesus, sobrenome dos que não têm pai. Fora criado por um padrasto que lhe ensinara o modo fino de tratar pessoas para se aproveitar delas e lhe ensinara como pegar mulher.
- Eu não entendo o seu nome - disse ela - Olímpico?
Macabéa fingia enorme curiosidade escondendo dele que ela nunca entendia tudo muito bem e que isso era assim mesmo. Mas ele, galinho de briga que era, arrepiou-se todo com a pergunta tola e que não sabia responder.
Disse aborrecido:
- Eu sei mas não quero dizer!
- Não faz mal, não faz mal, não faz mal...a gente não precisa entender o nome.
Ela sabia o que era o desejo - embora não soubesse que sabia. Era assim: ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre e arrepiava o bico dos seios e os braços vazios sem abraço. Tornava-se toda dramática e viver doía. Ficava então meio nervosa e Glória lhe dava água com açucar.
(LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela)
sábado, 2 de agosto de 2008
Branquinha básica

Vá do visual simples ao chique com a versátil camisa branca
Por Caio Caprioli • 31/07/2008 - Bolsa de Mulher
Na Belle Époque, lá por 1930, uma moça um tanto ousada e fora dos padrões de beleza da sociedade resolveu cair no óbvio e ser simples. Ela, morena e magra, roubou do guarda-roupa masculino uma peça básica: a camisa branca. E foi graças a tal mulher, a estilista francesa Coco Chanel, criadora do pretinho básico, que as moças ganharam e comemoraram uma nova peça-chave para compor os seus melhores looks.
A camisa branca é, desde sempre, fresca, naturalmente refinada e despretensiosa. De algodão, seda ou linho, ela pode ser usada tanto de dia quanto à noite e combina com qualquer outra peça de roupa ou acessório. Há quase um século, quando Chanel incorporou um novo estilo despojado para as mulheres, o crucial era que a camisa podia ser lavada com mais facilidade e freqüência, ao contrário dos trajes utilizados na época, cheios de bordados. As moças, ao perceberem a facilidade, logo aderiram à nova tendência.
O legal da camisa branca é que ela combina com saia, short e calça. Então, seja lá qual for a temperatura lá fora, você pode ficar sempre confortável
Mais de 30 anos depois, quando a moda já havia passado por várias reformulações, a peça caiu como uma luva para combinar com os típicos jeans americanos. Pela facilidade de combinação com qualquer outro acessório, a camisa atingiu todos os públicos de todas as classes sociais - da mais chique à mais urbana.
Como quase todas as roupas que entram na moda, a camisa branca sofreu um processo de utilização até chegar às combinações atuais, que vão do casual ao sofisticado. Em 1980, o acessório ganhou ombreiras e virou uniforme de trabalho. Porém, com o passar dos anos, o item saiu dos escritórios e chegou a outros ambientes. Hoje, a mulher abusa da peça para ir a festas, ao trabalho, fazer compras, ir à balada, passear...
Básico? Que nada!
Para quem nunca ouviu falar, conheçam os chemises. Este tipo camisa é mais comprido que as tradicionais e acabam transformando o acessório em algo parecido com um vestido. "A melhor combinação para tal item são calças. Daí, a sua imaginação e bom-senso é o que vale. Abuse das skinnys, capris, pescador, boca de sino... Tudo fica ótimo", afirma a personal stylist Camila Almeida . "Para enriquecer o visual, coloque um cinto marcando a cintura ou até um cinto obi. Ficam lindos!", sugere.
Prefere dar um ar moderno ao seu look? Então tente colocar uma camiseta básica por cima da camisa branca. Na sobreposição não há limites. Você pode abusar das cores, estampas e patchworks.
Escolha os acessórios
Depois de escolher qual modelo de camisa branca você irá usar, é hora de combiná-la com a parte de baixo. "O legal da camisa branca é que ela combina com saia, short e calça. Então, seja lá qual for a temperatura lá fora, você pode ficar sempre confortável", diz a personal stylist. Como o branco é uma cor neutra, você acaba ganhando a liberdade de utilizar qualquer outra cor no seu look.
A camisa branca pode acabar parecendo um item sempre novo, que você acabou de comprar, se você souber combiná-la com roupas e acessórios diferentes. A criatividade rola solta...


