domingo, 24 de agosto de 2008

Meu pequeno castelo

Passei o dia de domingo limpando minha nova casinha e planejando a decoração de cada espaço, em seus mínimos detalhes.
Já tinha feito algumas alterações no projeto original do tipo tirar uma parede que separaria a pequena copa da sala e transformá-la numa sala de jantar.
A sala que teria que dividir seu espaço com a sala de jantar ficou maior. A mesa (pena que não pode ser quadrada!) ficará com uma das cabeceiras encostada na parede, onde colocarei um espelho que refletirá o lustre (luminária) pendente sobre a mesa. Em cada lateral colocarei uma torre branca com vários nichos até o teto, com um ponto de luz em cada, para colocar meus cristais de murano. Ainda não escolhi a luminária, mas quero que ele acompanhe o design da mesa e das cadeiras, que são tipo poltroninhas, com estofado branco.
Adoraria trabalhar com decoração! É o maior barato! Se tivesse tido um pouco mais de obstinação, talvez tivesse realizado o sonho de infância de ser arquiteta e acho que seria uma boa profissional.
Na fachada, pedi para que deixassem um espaço na lateral do muro, perto da pequena varanda, onde eu pudesse plantar uma roseira, tipo trepadeira, ou mesmo uma primavera. A fachada vai ser verde e as paredes dos muros que circundam a casa serão brancas. Vou pendurar neles vários vasinhos também brancos com plantas e flores.
Meu pequeno castelo talvez não seja a minha última casa - ainda sonho também com a casa que dividirei com o amor da minha vida, e o prazer que terei em decorá-la...;
Mas enquanto esse momento não chega, vou curtindo aquela lá, pequena, mas muito aconchegante, clara, arejada, silenciosa, um perfeito lar, e um lugar que me acolherá todas as vezes que ret0rnar cansada, triste ou faminta. Não vejo a hora de me mudar...
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Arrumando a casa



Se tem alguém que lê tudo isso que escrevo aqui nesse blog, ou só partes deles (porque deve ser cansativo!) já deve ter percebido o grande caos, a misturada doida que eu faço de assuntos. O problema é que eu sou assim mesmo. Fico o tempo todo pensando num bocado de coisas, reagindo a tudo que é estímulo, prestando atenção a tudo, por mais força que faça para ignorá-las.

Tenho insônia em 90% das minhas noites, e desde quando nem lembro, mas, graças a Deus, não me sinto cansada no dia seguinte. Parece que o pouco tempo que durmo é suficiente para descansar. Não sei como será a minha saúde a longo prazo por levar uma rotina assim, mas até o momento não vejo, com exceção da pele, é claro, nenhum resultado negativo.

Também nunca sofri por não conseguir dormir como a maioria das pessoas. Ao contrário, lembro que quando criança sofria sim, todas as noites, mas porque me forçavam a ir para a cama muito cedo. Ficava rolando na cama, e só dormia depois da canseira que dava a resistência involuntária. Depois já com mais ou menos 11 anos, ganhei um quarto só para mim. Foi ótimo, mas meus pais levantavam durante a noite e íam ver se eu estava acordada. Quase sempre conseguia ouvir os passos no corredor e apagar a luz antes que eles chegassem perto e percebessem a luz que passava pelas frestas da porta. Outras vezes colocava panos nelas e ficava à luz de velas. O que eu fazia? Lia, desenhava, folheava revistas, escrevia em diários...Não faltava o que fazer.

Antes quando não tinha esse blog, não podia registrar esse mix de pensamentos, delírios e reflexões, e por conseguinte perceber o real caos que domina minha vida. Mas agora está mais evidente, e assim surgiu a vontade de buscar meios que permitam uma maior organização de tudo, ou seja, direcionar, aos poucos, essa atividade intelectual de forma mais coerente, procurando obter, em termos práticos, algum resultado. Dei-me conta da real necessidade de colocar as rédeas em um bocado de coisas, escolhendo os melhores meios para organizá-los, direcionando-os e otimizando seus resultados.

Já tive até um resultado hoje e estou super orgulhosa por isso. No horário de almoço, saí para fazer o orçamento da bancada da minha cozinha. Fiz o orçamento com cinco marmorarias (foi o que o tempo permitiu), e percebi que o preço variava muito, na ordem de incríveis 150% entre o maior e o menor. E o mesmo granito preto, com a mesma qualidade de acabamento. Por que vejo isso como resultado? Porque antes, numa grande ilusão de estar sendo eficiente, tentaria fazer duas coisas nesse mesmo período, ou seja, iria apenas em uma ou duas marmorarias (grande chance de não pagar o melhor preço, portanto) e compraria, por exemplo, o chuveiro e/ou o cooktop, que também estão faltando. Estes, entre outras coisinhas ficarão para o sábado, com tempo para novas pesquisas.

Pode parecer óbvio para tantas pessoas, eu sei, mas para mim..., infelizmente, não era bem assim. Mas estou aprendendo...E tentarei ser cada vez mais racional e objetiva. E agora, mais do que nunca, na minha vida pessoal, o emocional em relação a quem eu penso amar tanto...(ele que não tá nem aí pra mim!), porque a vida é muito curta, e é um contra-senso parar para ver no que vai dar...

Quanto ao blog, vou criar novos, cada um com determinado assunto. E o primeiro, acho, vai ser dedicado ao paladar, à gastronomia, um dos meus principais passatempos. Serei uma eterna leiga nesse assunto, mas não me importo de estar sempre aprendendo, gosto desse processo. Na minha faculdade tem o curso de gastronomia. Sempre quando podia dispor de estudar o dia todo na biblioteca, sempre almoçava por lá mesmo. Na praça da alimentação, no horário de almoço, os alunos de gastronomia usavam a gente como cobaia. Eram divididos em dois ou três grupos e cada tinha que preparar o mesmo prato. O último foi uma moqueca. Os auxiliares dos professores distribuíam amostras em seqüência, para que pudéssemos experimentar e opinar depois numa ficha. Eu era super criteriosa, levava muito a sério, e no espaço para opinião sempre o excedia em pormenores de pontos positivos e negativos. Outro dia consegui uma cópia da apostila do curso na xerox. É impressionante a técnica para elaboração de cada prato.

Outro será só de assuntos relacionado ao Direito, até porque preciso realizar várias pesquisas que me permitam a elaboração de artigos, uma atividade imprescindível para a formação de uma pretensa profissional do Direito.

Um de comentários para os livros que estou lendo; outro para meus filmes; outro para moda (quem sabe futuramente monto uma loja de boas marcas?); outro para a filosofia, que adoro e que me ajuda a não pirar; talvez um de poesia; e manter esse mesmo, que é mais direcionado a minha vida pessoal...

Enfim, organizando a casa.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

É, passou mesmo...


Credo, essa tpm demorou!
Finalmente estou me sentindo melhor! Ontem estava super zen e parecia de longe a funcionária mais feliz, paciente, educada, cheia de energia e atenciosa da minha Divisão. Voltei ao que considero meu normal.
Apesar dessa fase, em que fiquei um pouco calada e séria, algumas pessoas, como meu pai, minha mãe, meu sobrinho, o Carlinhos, o Marcelo, e alguns outros anjos parecem ter tido o poder de melhorar um pouco meu ânimo ou diminuir minha ansiedade.
Elas, cada uma do seu jeito, contribuiram para que eu voltasse ao meu eixo, ou pelo menos, permitiram que a passagem da fase fosse menos sofrida.
Agora tenho insônia, mas pelo menos não estou ansiosa. Como tenho muita coisa a fazer pela manhã, antes do trabalho, preciso acordar bem cedo e anotar tudo de forma a organizar esses afazeres durante o pouco tempo disponível. Certamente não vai dar para fazer tudo, mas pelo menos, estarei satisfeita com o que puder conseguir.
Às vezes me sinto tão frágil, mesmo que no momento esteja trânqüila. Talvez seja a solidão. Já tentei de tudo para me acostumar, mas acho que não nasci para viver sozinha. Tenho certeza que não vou conseguir viver muito tempo assim! Só tenho medo que num desses momentos de desespero, acabe me "apaixonando" por alguém que não seja o ideal para mim.
(Graças a Deus, tenho os meus pets, as criaturinhas mais doces desse mundo, e que me fazem companhia!)
Há uns dois anos atrás, com meu último namorado, travei uma luta de razão e sensibilidade com o meu próprio eu. Consegui não me apaixonar pelo cara. Em alguns momentos ele era uma boa companhia, mas estava longe de ser a pessoa ideal para mim. Contava que tinha se separado da ex por causa de uma série de acontecimentos exteriores ao relacionamento que forçaram a dissolução do seu casamento. Segundo ele tinha perdido todo o seu patrimônio, desde que sofreu um acidente de automóvel na estrada para Londrina, e que vitimou toda a sua família. A recuperação teria sido muito difícil, principalmente para ele, que tinha ficado em coma durante mais ou menos dois meses. De volta ao lar, não conseguia trabalhar. Sua pequena empresa de móveis começou a dar prejuízo e o casal foi entrando em crise. Acabou por se separarem e ela casou de novo. Ele revoltado parece nunca ter aceitado a situação. Mas estava disposto a recomeçar com outra, mas precisamente, comigo, como dizia.
Acho que não gostava dele, porque não fazia qualquer esforço para tentar me encaixar naquela sua história de recomeço. Me prometia um monte de coisas. Coisas que eu via que ele não teria condições de dar (talvez uma moça mais nova, ingênua, acreditasse em tais promessas!). Ele parecia muito cansado, e com 42 anos não conseguia arranjar um emprego fixo, vivia de bico, e parecia sempre muito preocupado com o que eu fazia ou deixava de fazer com o meu salário. Tão estranho tudo isso! Acho que acabaria tendo que sustentá-lo.
Se o amasse, talvez nem me importasse, mas não era o caso. Daí acabou, e mais uma vez me senti aliviada.
Tem um outro probleminha, aliás um problemão, depois que a gente terminou, realizei uma pesquisa, pela internet mesmo, e descobri que ele respondia a um processo de agressão contra a ex lá em Londrina. Que horror, olha só com quem eu estava me metendo!
Sem falar outro processo, o qual eu já sabia, de pensão alimentícia para o filho, que ele não pagava, e com um sorrizinho idiota na cara, me dizia que era só para irritar a ex. Por isso tinha vindo para cá, sem que ela soubesse seu paradeiro.
Por essa e outras, percebi que não era o cara para mim. E melhor terminar, lógico.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Será que passou mesmo??


Ufa! Será que a crise da TPM já passou? Enfim era ela mesmo, mais forte do que todas as que já tive. Fico pensando na porção de coisas que podem ter intensificado seus sintomas, como o meu emocional, minha insatisfação com um bocado de coisas na minha vida e até na vida das pessoas que amo. Tá certo que a gente não pode querer mudar as pessoas, mas poxa, quando a gente percebe que não precisa de muito esforço assim, que está prejudicando uma outra que a gente também ama, é barra! Me refiro ao meu irmão, cujo pouco tempo livre, que deveria estar sendo dispensado ao meu sobrinho, uma criança super especial e inteligente, usa para ficar bebendo em casa, e falar só besteira. Que exemplo! E isso é só um dos problemas...
Mas deixa prá lá! Vou pensar um pouco em mim, que afinal também não tá lá essas coisas.
Hum..., segunda-feira!... É melhor entrar logo de vez no piloto automático, deixando os probleminhas de ordem pessoal de lado, porque esses não consigo resolver mesmo, mas tentando resolver aqueles compromissozinhos inadiáveis, só para não gerarem, eu sei, o stress que fatalmente viria com a sua procrastinação.
Mulher sofre! Nessa história de expulsão do paraíso, acho que a gente acabou levando a pior, sem falar de ter que carregar a "culpa da perdição", por causa da "tentação".
Deixando o plano teológio e partindo para o biológico darwiniano cético, também aqui a gente levou a pior e se deu mal.
Mas afinal ela passou!...Que bom! Bola prá frente! Preciso trabalhar agora, meu primeiro dia de jornada dupla, cumprimento das 40 horas semanais. Ainda bem que nem dei as caras por lá na semana passada, restos das férias não tiradas, tava em plena crise, e imagina ainda ter que conviver um absurdo de tempo com aquele monte de gente fútil e chata, principalmente alguns da ala masculina da minha Divisão, que se acham sei lá o quê, talvez o "ó" do borogodó.
Mas eu tô bem, tô bem, acho...
Bom dia pra mim e para o resto da humanidade! "Porque o sol nasce prá todos..."

Meus filmes preferidos



Estou começando uma coleção de filmes europeus. Este mês já comprei dois, e acho que vai dar para assistir mais dois ainda em agosto, sempre no final de semana, sábado ou domingo, depois do cantar do galo da meia-noite. As opções são muitas no site da Livraria Cultura, e permite o parcelamento do pagamento.
Não gosto, por vários motivos, de utilizar de cópias ilegais, embora conheça uma porção de gente que ganha muito mais que eu e que não consegue se abster desse péssimo hábito.
Então prefiro pagar o que chamam de "preço justo", e contribuir/retribuir pelo trabalho dessas pessoas que vivem e trabalham para proporcionar um pouco de lazer e cultura (sentido strito) para a gente. Bem, quatro por mês penso que dá para pagar, sem estourar o orçamento, um tanto quanto já apertado. E vale a pena porque sempre gostei desses filmes; as produções hollywoodianas quase sempre me cansam naqueles emblemáticos super-heróis.
Bem, não são só os filmes europeus, não posso ser injusta com os outros, entre eles o brasileiro...Na verdade, gosto de vários, como, por exempo, o Crime do Padre Amaro, do português Eça de Queiroz, e produzido, filmado acho que no México.
Na verdade, ultimamente, mas precisamente nos últimos 10 ou 15 anos, venho gostando cada vez menos de norte-americanos, e de muitas coisas que eles fazem. Não sinto a menor vontade de ir para os EUA, e não ficaria nem um pouco chateada em passar pela vida sem pisar naquelas terras.
Precisa ver o vexa que é tentar um visto para os Estados Unidos! Tô fora!
É bem verdade que outros países também estão impondo algumas restrições e conseqüentes humilhações aos brasileiros, e de outras nações também pobres, mas não vou poder viajar agora mesmo, então vou deixar para pensar nisso quando surgir o momento. Talvez seja só uma fase, mas também se não passar, fico por aqui mesmo. Estou com planos de um possível doutorado em Portugal ou Espanha daqui a alguns anos quando for Procuradora e um visto de estudante + uma declaração do órgão federal brasileiro + uma bolsa já intermediada entre este, ou melhor, a ESMPU e a universidade de lá, talvez contribuam para que não passe pela humilhação e raiva por ter que ser deportada de volta. E talvez seja mesmo só uma fase!...

Vira e mexe vivencio esse sentimento de anti-americanismo, que cresceu muito depois do fatídico 11 de setembro, e o que daí sobreveio, a resposta como foi dada a aqueles ataques terroristas e mais o recado dado para o resto do mundo, as torturas a que foram submetidos alguns civis, suspeitos sem mais explicações, por alguns soldados idiotas e psicopatas e somando-se a tudo isso mais dois yankees derrubando um avião cheio de brasileiros aqui bem debaixo do nosso nariz...É demais!

Nas olimpiadas não consigo deixar de torcer contra os times norte-americanos...e vibro quando perdem. É mais forte que eu, não consigo evitar!
Mas meu Deus! Como estou sendo injusta! E as milhões de pessoas boas e honestas? Mil perdões!!! Ora, gente que não presta tem em todo lugar...Aqui no Brasil mesmo, aos montes.

Hoje, ou melhor, noite de domingo, mas terminou agora, madrugada de segunda, assisti o filme Mediterrâneo, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1992. É uma comédia anti-militarista, ambientada durante a 2ª Guerra Mundial, que conta a história de oito soldados italianos deixados em uma pequena ilha grega do mar Egeu, para protegê-la em caso de ataque. A missão que deveria durar apenas quatro meses, se estende por quatro anos e os soldados vão pouco a pouco se integrando à população e aos costumes locais, até que a guerra e a Itália tornam-se distantes e irreais. É sem dúvida um belo filme pacifista, equilibrando comédia com drama sem ser piegas.
Uma pequena ironia: eles acabaram sendo "resgatados" pela marinha inglesa, não pela própria Itália, que os esqueceu. A guerra já tinha acabado, nesses quatro anos, e não eram mais inimigos.

domingo, 17 de agosto de 2008

Sem preocupação com os outros


De dois anos para cá, cai na real: não sei escrever!... Apesar de ler muito (e aqui estou me referindo mais especificamente ao Direito, pois só comecei a ler outros assuntos, ou melhor voltei a ler outros assuntos, desses dois anos prá cá mesmo) não conseguia nem responder uma prova subjetiva sem ficar com aquela sensação de frustração, de não ter conseguido me fazer entender. Constatava isso, muitas vezes, quando recebia o resultado da prova, e quase sempre lá ía reclamar para o professor, ainda porque queria que soubesse que eu tinha estudado, que sabia a matéria, só não tinha colocado a resposta "igual ou exatamente dentro daquilo que ele esperava". Era sempre irritante, pois muitas vezes o professor mantinha a nota. Não, eu não era o que se poderia chamar de uma chata, pois tinha um jeito todo especial e diplomático para fazer isso. O saco era o ter que fazer isso. E quando não conseguia obter resultado, ficava dois ou três dias reclamando (para os outros e pra mim) até finalmente me resignar com um "Bem feito! Não sabe escrever, tem mais é que pastar mesmo!".
Foi desses dois anos prá cá que também ganhei mais familiaridade com o Direito. Os assuntos são sempre correlatos, e o que se aprende hoje certamente vai ajudar a entender melhor o de amanhã. Poderia até fazer uma analogia com a estrutura de uma árvore (isso não tem nada a ver com a foto aí do lado e que uso para ilustrar algo que sinto e que falarei logo abaixo, ou o que se extrai de tudo isso ) que ao crescer vai ganhando novos ramos (novos conhecimentos), mas esses sempre ligados aos galhos principais (conhecimentos já adquiridos), que por sua vez se ligam ao tronco (a base do Direito). Essa é a razão porque querendo consegue-se fazer dez, onze, doze matérias nos últimos semestres do curso, a gente já tem bagagem, uma boa base, coisa praticamente inviável para quem tá lá entre o seu terceiro e sétimo semestre, período em que constumam entrar matérias processuais. Tem uma outra coisa super legal nisso tudo: apuramos nosso filtro, nossa percepção, e quando são lançados sobretudo pela mídia fatos que estão direta ou indiretamente relacionados ao Direito, e quase tudo é, a gente sabe de cara o rumo que aquilo vai tomar, e/ou naquilo que vai dá no final. Ou pelo menos tem uma idéia. Isso eu não sabia que adquiriria quando comecei a estudar. E talvez por isso a gente tanto se apaixone pelo Direito, ainda que não possa atuar imediatamente na área.
Toda essa viagem para chegar nesse ponto: quando me toquei que não sabia escrever, me expressar, comecei a fazer resumos enquanto estudava, o que ajudou um pouco, é claro, mas ainda assim estava e está muito aquém do ideal. Precisava, então, buscar novas formas, e uma delas, talvez a mais importante, veio quase que naturalmente. Já mais tranqüila com os conhecimentos adquiridos e a facilidade para assimilação dos novos, comecei a me interessar por novas áreas, ou retomar antigos interesses. Comecei a comprar e lê livros, que não de Direito, ou reler os que eu já tinha, esquecidos na estante e, aos poucos, e feliz da vida, descobri que estava precisando mesmo abrir os horizontes, buscar uma formação mais completa, eclética e enriquecedora.
Tem momentos também que paro para pensar tenho o tempo que muitas mulheres casadas e/ou com filhos não dispõe. Por vezes até lamento não ter filhos, por vezes preferiria ser uma mãe dedicada, meio burrinha é verdade, porque sem tempo para uma devida formação, mas feliz da vida com a prole, dentro de suas possibilidades, atendendo primeiramente suas necessidades. Acrescento aqui também sem o menor temor a dedicação ao ser amado (tem homem que realmente merece!). E por ter abdicado, naturalmente ou sem muita escolha, desse forte instinto maternal, me coloco como obrigada a ocupar meu tempo com uma formação apta a angariar um lugar mais digno na sociedade, diferente do que ocupo no momento, exercendo uma profissão mais condigna com a minha capacidade.
Opss! viajei novamente...
Então, voltando...: a vontade de aprender a escrever, seja por necessidade ou prazer, veio naturalmente ao ler um pouco de tudo e de tudo um pouco. Li também pela internet os posts de vários blogues, uns interessantes, outros nem tanto (até hoje ingresso nessa viagem, sempre na gostosa expectativa de encontrar pessoas especiais, que escrevem sobretudo com conteúdo de qualidade...), e daí surgiu a vontade de criar um espaço só meu, esse blog, em que eu pudesse aprender a escrever, ou pelo menos, melhorar minha redação. Afinal, é escrevendo que se aprende a escrever, e afinal cheguei ao ponto que queria: não importa que ninguém o leia, na verdade, prefiro até pensar que só estranhos, e dispensáveis, lêem meus posts.
E por quê?
Porque não suporto a idéia de ter um público "cativo", principalmente pessoas conhecidas que possam ficar na expectativa de conhecer o que estou pensando; porque sei que não conseguiria me dissociar dessa expectativa, e , com certeza, ficaria preocupada escolhendo o que escrever, ou o que não escrever, com o que pudessem pensar de mim, com a imagem que pudesse estar passando, de parecer o que posso não ser, enfim me limitar em tudo e por tudo, comprometendo a aprendizagem e o melhoramento da minha forma de expressão, coisa que a gente só bem consegue se estiver o espírito livre.
E porque não consigo ser como a Chapeira, uma das minhas bloguistas preferidas, e que parece não tá nem aí para quem lê seus posts e o que pensa sobre eles [transcrevo logo abaixo o que ela escreveu outro dia no seu blog - bem, não sei pra quem foi a bronca, mas achei bastante interessante e merecido (ainda que pessoalmente preferiria não dar uma resposta assim tão direta e massacrante, mas isso de fato não importa no momento) ] :

"[a quem interessar possa ]
Vamos lá, mais uma vez... só pra ficar mais claro: ESSE BLOG É MEU! Caso você ainda não tenha percebido, isso é um blog pessoal e nele eu escrevo o que bem entender, sobre o que eu bem entender, do jeito que eu bem entender. Eu não tenho compromisso com nada, muito menos com a ética, com o correto, com o legal. Eu escrevo o que eu quero e lê quem quiser. Se você não gosta do que eu escrevo, é só clicar naquele X alí em cima e ser feliz em outro canto. Simples assim minha gente. Tão simples que só alguém muito babaca pode não entender isso. E só pra esclarecer... democracia aqui não existe messsmo. Os comentários são moderados meeeeesmo, justamente por causa de gente como você, criatura infeliz, que acha que a caixa de comentários do blog dos outros é penico. Quer um conselho? Morra. E tem mais - eu sou a favor da exclusão digital, totalmente. Porque, cara, tem gente que não pode usar a internet. Pela atenção, obrigada :) Chapeira 2:30 PM "

Enquanto o sono não vem


ANÁLISE

Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
Fernando Pessoa, 12-1911
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Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa, 11-9-1933
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Sua poesia já era surpreendente, e olha só como ficou, 22 anos depois!

sábado, 16 de agosto de 2008

Investimentos na dança




A revistra Bravo também traz um esboço geral das verbas aplicadas no Brasil à dança e o plano orçamentário para desenvolvimento da infraestrutura de desenvolvimento da companhia.
A medida que o Governo cria condições financeiras para que o corpo de baile possa desenvolver seus trabalho, também se aumenta a responsabilidade destes para apresentar bons resultados.
No Brasil, em melhor situação temos Minas Gerais com o Corpo, de Belo Horizonte, possuindo 20 bailarinos e quase 60 funcionários com vínculo empregatício. A verba é de aproximadamente R$ 5 milhões, patrocinada pela Petrobrás.
No Rio de Janeiro, a Companhia de Deborah Colker, do Rio de Janeiro, também é mantida por uma empresa do mesmo grupo petrolífero, garantindo sua estabilidade, embora já tenha contado com valores mais altos (R$ 3,7 milhões, reduzido para R$ 1,8 milhão).
São esses dois grupos como ilhas, muito distantes das águas instáveis em que os demais grupos procuram sobreviver.
É o exemplo do Ballet Stagiu, com 37 anos de atividade, trabalhando hoje com somente R$ 700mil por ano.
E também o BCSP, com 36 bailarinos, nenhum com registro em carteira, trabalhando com a dotação aproximada de apenas R$ 1,3 milhão, verba da prefeitura.

Segundo o Secretário Estadual da Cultura, João Sayad, o SPCD pode colocar a dança num lugar mais proeminente, servindo de catalisador para a área, "assim como é a Osesp para a música erudita." A orquestra, considerada modelo, com padrão de qualidade internacional, tem uma verba de R$ 43 milhões.

O projeto da São Paulo Companhia de Dança - SPCD inclui ainda a construção da sede da companhia. Há a promessa de inauguração do arcabouço do teatro até o final do mandato de José Serra, deixando o conteúdo por conta do próximo governo, ou seja a manutenção das verbas para seu funcionamento.
O governo atual já investiu R$ 34 milhões nas desapropriações de imóveis no local da antiga rodoviária da cidade, área que chega a 70 mil metros quadrados, destes, 15 mil, serão ocupados pelo teatro de dança.
No espaço que sobra, cogita-se a construção de um hotel, quando estiver funcionando a linha de trem que ligará o aeroporto de Guarulhos à Estação da Luz.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Reflexões sobre a administração do tempo - i


Agora com as aulas voltando, senti necessidade de refletir sobre a forma como uso o meu tempo.
Nas férias li um livro sobre administração do tempo (estava precisando!) e outro um tanto correlato, Como Passar em Provas e Concursos do William Douglas, professor e juiz federal.

Geralmente, quem administra o tempo é considerado ou visto como um escravo do relógio. Mas a verdade é exatamente o contrário: quando controlamos nosso tempo, passamos a ser senhor dele e quando não o administramos, somos por ele dominado, pois estamos sempre fazendo tudo sob pressão, na última hora, nunca na ordem ou no momento adequado, ou que desejaríamos.
Isso é o óbvio, mas infelizmente um pouco difícil de aplicar em nossas vidas.... Exige-se , pois, uma boa dose de força de vontade, muita disciplina e perserverança.

Não precisamos programar nossas vidas nos mínimos detalhes. Podemos conseguir bons resultados apenas adquirindo um certo controle sobre ela.
É lógico que é necessário planejar, mas tem que ser com uma certa flexibilidade, esta suficiente para fazer as devidas correções em seu curso. Um exemplo seria quando estamos bem no meio de um estudo interessante, mas cujo momento programamos para outra atividade..., Por que não continuar? Depois é só reprogramar para se entrar no eixo novamente.
Existe a crença de pessoas comodistas, por vezes até ingresso nela, de que na hora "H" sempre conseguimos dá conta de fazer aquilo que, na verdade, deveria ter sido feito no seu devido tempo. Ou ainda, de que só produzem mesmo, ou melhor, quando estão sob pressão.
No meu trabalho isso não funciona, pois trabalhamos com prazo para tudo. Aprendemos também a reservar espaços temporais para os quase sempre presentes contratempos de última hora. A complexidade é enorme e o volume de tarefas exigem bastante atenção, e disciplina, o que ajuda a minimizar os erros.
Embora não goste muito do meu trabalho, essa é, sem dúvida, umas das coisas que aprendi com ele, e isso foi ótimo!
Na nossa vida particular, caimos na tentação de racionalizar a preguiça, a indecisão, e o resultado disso, ou melhor adquirimos o péssimo hábito para a procrastinação. Porém, não há nenhuma evidência que justifique esse tipo de comportamento, até porque quando agimos assim, acabamos por não tentarmos trabalhar nossas atividades na sua forma ideal, sem pressão, e assim podermos comparar seus resultados.
Na vida acadêmica, quando adquirimos o bom hábito de estudar ao longo do semestre letivo, com calma e sem pressões, saimos, geralmente, muito melhor do que se deixássemos para estudar nas vésperas das provas, rotina que nos obriga a passar noites em claro para conseguir aquilo que deveríamos vir fazendo durante o tempo todo.
O semestre passado, no meu curso de Direito, muitas vezes me vi obrigada a fazer o contrário, deixar para a última hora, mas quase por falta de escolha. Estava fazendo onze matérias mais a mono, e, em função disso, a ordem era fazer primeiro o mais urgente, e como eram muitas atividades, provas e trabalhos, quase sempre acabava ficando tudo mesmo para a última hora. Mas isso não é o normal, digo, ter que fazer tantas matérias juntas. Com certo sacrifício consegui até boas notas, surpreendendo alguns colegas que faziam apenas a metade delas.

Precisamos também tomar cuidado com pensamentos do tipo "ter tempo é só uma questão de querer ter tempo". Acreditamos que iremos dar um jeito de arrumar tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. Mas isso é mera projeção e quase sempre dá errado. Nem sempre conseguimos e simplesmente porque nem sempre dispomos do meio indispensável para obter, criar esse tempo extra. E qual seria esse meio indispensável?... a simples administração do nosso tempo, trabalhando o presente e o futuro, de forma bastante realista, saindo do campo da mera projeção, da expectativa, do excesso de confiança ou do otimismo ingênuo, que só atrapalha e tanto nos engana.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Investimentos para a nossa dança

(Os bailarinos Ed Louzardo e Priscilla Yokoi, em ensaio da São Paulo Companhia de Dança)

Em tempo, acabo de comprar a Revista Bravo deste mês, e para minha surpresa temos um alento para nossa dança.

Segundo matéria publicada, a SPCD - São Paulo Companhia de Dança está recebendo recursos e apoio inéditos no Brasil e pretende estrear neste mês o primeiro trabalho de um projeto ambicioso e que segue o modelo do Balé da Ópera de Paris

Desde o íncio do ano, com a criação da São Paulo Companhia de Dança (SPCD), os envolvidos no projeto ganharam uma perspectiva aristrocrática por parte do governo estadual. A verba anual de R$ 13 milhões levou o grupo a contar com recursos inéditos para a dança no Brasil, o que também traz, em contrapartida, uma enorme responsabilidade.
Para Iracity Cardoso, atual diretora artística da SPCD, há a possibilidade de inspirar-se no Balé da Ópera de Paris, companhia francesa que conta com 154 bailarinos e que foi criada há quase 350 anos na corte de Luís 14, o chamado Rei Sol.

Para a estréia, uma criação do italiano Alessio Silvestre, Polígono, e para novembro um espetáculo que reune três obras: Serenade, clássico do russo naturalizado americano Gewrge Balanchine, de 1934; Les Noces, da Russa Bronislava Nijinska, de 1923; e uma criação contemporânea, do carioca Paulo Caldas.
(Desses, em viagem rápida, tentarei assitir Serenade e Les Noces...Pena que não haja previsão para apresentação em Brasília!).
A reunião de obras clássicas com produções contemporâneas, como programação inicial, reflete o modelo implantado no Balé da Ópera de Paris por Britgitte Lefèvre, diretora artística da companhia francesa desde 1995. Brigitte revitalizou o repertório do grupo, que hoje possui desde obras clássicas a criações modernas e contemporâneas, assinadas por grandes coreógrafos internacionais, como Pina Bauxh, William Forysthe e Tristha Brown.
Sabe-se que a tentativa de equivalência desse porte não é fácil. Mas para isso a SPCD exigiu técnica clássica apurada dos seus 36 bailarinos - 20 moças e 16 rapazes,

Esse grupo de bailarinos, originários de diferentes cidades (além da capital paulista, Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre e Buenos Aires), mudou a rotina na Oficina Cultural Oswald de Andrade, reformada para ser temporariamente a sede da SPCD.
Segundo a matéria, também como ocorre nas companhias de tradição clássica, o elenco foi organizado em forma de pirâmide que vai do integrante do corpo de baile à estrela, sendo que o grupo adotou uma hierarquia que inclui quatro categorias, do aspirante ao "bailarino 3". E nessa mesma ordem, os salários são diversificados, podendo chegar a R$ 8 mil, considerado um valor inatingível para a maioria dos veteranos no Brasil.

Tá melhorando!

"A iniciativa de criar a SPCD acrescenta um capítulo numa história de tentativas de elevar a dança ao primeiro plano da cena cultural. Ao mesmo tempo, muda uma caracterísitca histórica da cidade, onde as companhias profissionais preferem cultivar exclusivamente a dança contemporânea. (...)"

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Nem tudo é fácil



É difícil dizer eu te amo,
assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor,
assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,
assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom,
assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz,
assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,
assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida.
Mas com certeza nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos esses desejos,
REALIDADE !!!

Cecília Meirelles
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domingo, 10 de agosto de 2008

Será que é a TPM?

Tenho me sentido profundamente irritada com tudo e com todos nos últimos dias (e sem motivo!). Como isso não é muito comum, estou ficando preocupada. Tinha planejado minhas férias para agora, depois do fechamento da folha de pagamento, mas estou tão sem paciência para viajar!...O tempo todo quero ficar sozinha, sem querer ver ninguém, ou sem ter que falar com alguém.
Se não passar até o final de semana, acho que procurarei tomar algum desses remédinhos tipo sossega-leão que vendem em farmácias. E vai ser assim já que não consigo nem imaginar a idéia de procurar um médico, falar sobre o assunto, e ter que ouvir coisas do tipo se não passar tem que fazer tratamento psicológico.
Os pets estão me ajudando muito nessa fase, sua inocência sempre me comove, fazendo lembrar o tempo todo que a vida é um milagre.
[!...]
Mas acho que é hormonal e desconheço a razão de tão intensa manifestação sintomática.
[!...]
Lembrei dessa mensagem do Chico Xavier, a qual transcrevo na tentativa de viver a emoção do sentido de cada frase. Grande mestre!

"A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem! "
Chico Xavier

sábado, 9 de agosto de 2008

Agregando valor


É impressionante o valor especulativo que essa propriedade situada na Côte d'Azur *, no sul da França, atingiu no mercado. Vendida por 500 milhões de euros (cerca de R$ 1,2 bilhão) a um bilionário russo, é de longe o mais alto valor pago até o momento em uma transação imobiliária.
Sabemos que propriedades urbanas e rurais na Europa possuem preços bastante consideráveis em função da sua pequena dimensão continental e também da saturação de seus espaços disponíveis. Somando-se a isso, algumas regiões, em função de sua localidade, obtiveram grandes investimentos em infra-estrutura, levando-as a obterem o reconhecimento e a preferência das pessoas endinheiradas que habitam outras partes do globo (entre elas astros holywoodianos, cuja estadias de férias são devidamente documentadas pela imprensa sensacionalistas e especialistas em elites).
Fiquei muito curiosa com a história dessa casa, e o que pude verificar de mais importante na pesquisa foi:
A casa, conhecida como Vila Leopoldina, foi vendida por um franco, preço simbólico, acredito, que permitiu a transmissão da propriedade, de forma a não caracterizar uma doação, ao rei Léopold II da Bélgica, em 1902.
Mais tarde, durante a 1ª Guerra Mundial, foi transformada em um hospital para os feridos de guerra e antes de passar para o patrimônio da família Safra, já tinha sido propriedade da família Agnelli, também proprietária da Fiat.
Dona Lily Safra, brasileira, viúva de Edmond Safra, recebeu-a como herança em 1999. Sabe-se que Edmond Safra costumava oferecer grandes recepções na Vila, atraindo personalidades como Frank Sinatra e o ex-presidente americano Ronald Reagan.
Segundo informações da imprensa, muitos milionários russos (como conseguiram chegar a esse estado em tão pouco tempo de transição do comunismo para o capitalismo é bastante curioso) vêm comprando propriedades na região, o que contribui para o aumento vertiginoso dos preços.
Um agente imobiliário da região declarou que ele e outros colegas que trabalham no ramo não ousam mais oferecer a esse tipo de clientela algo que não atinja pelo menos 100 milhões de euros, do contrário, segundo o mesmo, seriam imediatamente repudiados (pelos compradores). Acrescentou ainda que os proprietários locais estariam bastante animados com a crescente especulação imobiliária na região, algo que parece lógico, já que o efeito cascata também traz valorização para as suas propriedades.
Lily Safra, com um patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões, ocupa a 11ª posição da lista das mulheres mais ricas do mundo. E agora está mais rica, já que a casa, ao meu ver, não valia isso tudo. Quem comprou, o russo!?!, com certeza não sabe o que fazer com tanto dinheiro, usando-o para auferir prestígio e status.
É impressionante a facilidade com que agregam valores os agentes que alimentam o sistema capitalista, conseguindo atingir numa simples negociação, resultados de investimentos que estão distantes, muitos distantes dos "simples mortais". A força é tão grande que até as migalhas que daí decorrem são bastante generosas para os que estão a abocanhar suas sobras.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(*) Há uns tempos atrás, numa "brincadeira" de quem não tem o que fazer, andei viajando pelo Google Earth a procura de lugares maravilhosos onde pudesse morar quando me aposentasse, e encontrei, entre outros, esse lugar, onde está a cidade de Nice, Villefrance e ao lado de Mônaco. É muito lindo!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Bailarino
















O bailarino é uma forma de arte viva. É fascinante a leveza e a força de cada movimento com que realiza a coreografia.
"Faz judô, cara! Balé é coisa de macho. A gente sai todo quebrado, contundido, não é moleza não", é o que o Thiago Soares, primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres, costuma dizer brincando aos amigos que pretendem se dedicar a dança.
Os movimentos de uma bailarina também são maravilhosos, mas acho que para ela é mais fácil...., não sei, afinal basta delicadeza e técnica.
Como não existem muitos bailarinos homens, acabo vendo-os como jóias raras. O pequeno número desses profissionais, em parte, se explica pelo fato de serem objeto do preconceito machista e irracional que pesam sobre algumas sociedades contemporâneas. Por isso, acredito, muitos que teriam grande talento para a dança, deixam de seguir a carreira.
Outro motivo seria mesmo a falta de incentivo, os poucos recursos para manterem as companhias, poucos patrocinadores e a falta de reconhecimento do público, este geralmente despreparado culturalmente para a apreciação de tão belo espetáculo humano.
Como é lamentável tudo isso!
Estou fazendo uma coleção de DVD's de ballet e já tenho La Fille mal Gardée, La Bayadère, Return of the Firebird, Spartacus, Raumonda, The Glory of the Kirov, A Gloria do Bolshoi, Manon, Le Corsaire, Cinderela, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Branca de Neve, e outros. Uma vez por semana, quase sempre no domingo, assisto um, e não importa se é repetido... Não me canso de assistir..., as coreografias são belíssimas!
Os espetáculos são constantemente montados pelo mundo, pelas diversas companhias de ballet, e sofrem algumas variações na coreografia, no cenário, mudando-se às vezes também os bailarinos, enfim a idéia é sempre surpreender cada vez mais a platéia.
Espero algum dia poder assisti-los pessoalmente. Em função da procura, as reservas devem ser feitas com bastante antecedência, mas com o uso da internet, você consegue programar toda a sua viagem, comprar os ingressos aqui e garantir uma cadeira no melhor lugar.
Tem uma coisa muitíssimo importante: assistir o filme é completamente diferente de assistir pessoalmente. A fita é editada de forma a focalizar somente os principais passos e em determinados ângulos do movimento, num quadro mínimo e numa sucessão de movimentos que colocam os sentidos do telespectador em absoluta passividade. E, em sendo assim, perde-se a visão do conjunto, do contexto geral, coisa que só se consegue se estiver lá... É como ler um livro, a complexidade de percepções é muito maior, dependendo somente da imaginação do leitor, quase sempre maior do que a do filme sobre o mesmo tema. Um exemplo, ler o livro O Pianista é muito diferente de assistir o filme.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Rosas amarelas


EM TI ROSAS AMARELAS

Cheiro as rosas amarelas
Elas lembram a ti
Abrindo-se num espaço contínuo
de vida, luz e carinho sem fim
Quisera eu tê-las em meus braços
Mais quisera eu tê-lo aqui
Sorrindo ao sabor da tua vida
Luz da esperança eterna por vir
Então beijo as rosas amarelas
Sonhando em delírio por ti

Abrem meu abraço flor
Quando te sinto no encontro
Exalando a felicidade da cor
Daquele momento único
E a doçura de pétalas amarelas
Do teu beijo rápido e certeiro
Presente sorriso em cativante alegria
Perpétuo instante em tua essência amor
E minh' alma enamorada prosta-se
Abandonada inebriantes rosas em ti

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Homenagem a Athos Bulcão


Morando em Brasília, não poderia deixar de dedicar um pouco do meu espaço a este inesquecível artista, Athos Bulcão, que fez sua passagem, no último dia 31, aos 90 anos, e que desses, foram 50 anos dedicados à uma arte em perfeita harmonia com a arquitetura.
...
O artista carioca Athos Bulcão tem mais de 50 anos de trabalho dedicados principalmente a nossa cidade, Brasília. Sua arte imprimiu uma assinatura de matizes bem definidas, que, espalhada por vários pontos da cidade, compõe painéis, ruas, prédios residenciais, públicos e parques.
São marcas pós-modernas, construtivistas e contemporâneas. Seus famosos azulejos cobrem as superfícies curvas de Niemeyer, compondo a história da conhecida arte arquitetônica de Brasília.
Na juventude Athos Bulcão foi assistente de Portinari, tendo freqüentado (ainda não me habituei com a atual reforma ortográfica!) a roda Modernista do Rio de Janeiro. Foi também amigo de Burle Marx, Murilo Mendes e Oscar Niemeyer.
Veio para Brasília em 1958 e aqui escolheu-a como sua residência fixa.
Nesse mesmo ano, realizou os azulejos da Igrejinha de N.S. de Fátima e do Brasília Palace Hotel, primeiros projetos entre tantos outros que se tornaram marca na cidade.
Sua obra inclui também pinturas, gravuras, fotomontagens, relevos em concreto e madeira, e tantas outras intervenções em arquitetura.
A Fundação Athos Bulcão - que desde 1992 se dedica a promover, documentar e preservar a obra do artista - em comemoração aos seus 90 anos de vida e os 50 em Brasília, está organizando a "Athos 90 - Vida, Arte e Movimento", uma série de exposições, publicações e seminários, bem como projetos especiais, que vão se estender até o final deste ano.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Melancolia da volta


Agosto chegou, as aulas voltaram.
Já tinha terminado um ciclo de estudos. Poderia até descansar um pouco, mas me sinto tão perdida sem eles. Apesar de tantas vezes enfadonho, o Direito tem sido o meu norte, o único concreto onde piso que parece me sustentar. É meu companheiro de viagem nessa vida muitas vezes sem sentido. Não sei se o levo ou é ele quem me leva. Apenas sei que sem ele cairia nesse abismo escuro e vazio que fica bem aqui ao meu lado, assustador e pronto para consumir minha frágil e triste alma....
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Soneto IV

Conquista pois sozinho o teu futuro
Já que os celestes guias te hão deixado
Sobre uma terra ignota abandonado
Homem - prescrito rei - mendigo escuro!

Se não tens que esperar do Céu (tão puro,
Mas tão cruel!) e o coração magoado
Sentes já de ilusões desenganado,
Das ilusões de antigo amor perjuro,

Ergue-te, então, na majestade estóica
Duma vontade solitária e altiva
Num esforço supremo de alma heróica!

Fere um templo de muros da cadeia
Prendendo a imensidade eterna e viva
No círculo de luz da tua idéia!

(Antero de Quental)


Antero de Quental, um dos maiores poetas portugueses, deflagrou o Realismo em seu país e pode ser comparado a Camões e a Bocage na elaboração de sonetos.
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domingo, 3 de agosto de 2008

A Hora da Estrela



Publicado em 1977, A Hora da Estrela escrita por Clarice Lispector é uma obra flagrante de um personagem tanto numerosa quanto desprezada na sociedade brasileira: a imigrante nordestina em estado de miséria.
Macabéa nasceu no sertão, raquítica, e até um ano nem tinha nome. Ficou órfã aos dois anos e uma tia benta continuou sua criação à base de cascudos. Quando esta morreu, Macabéa foi para o Rio de Janeiro, decisão que tomou sem que soubesse exatamente por quê.
Já no Rio, passou a dividir um quarto perto do cais com mais quatro moças e trabalhar como datilógrafa num pequeno escritório, emprego mantido quase que milagrosamente, uma vez que executava o serviço de forma bastante sofrida, cometendo erros de mecanografia e de ortografia imperdoáveis. Seu salário era miserável, o qual permitia-lhe manter apenas uma dieta de cachorro-quente (um por dia) e Coca-Cola, nada mais. A noite, costumava ficar mastigando pedacinhos de papel, o que ajudava a enganar o terrível vazio que sentia no estômago.
Sua miséria e orfandade, bem como a ausência total de afeto fez dela uma criatura quase nula: "Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham"; "...ela vive num limbo impessoal, sem alcançar o pior nem o melhor. Ela somente vive, inspirando e expirando, inspirando e expirando. [...] O seu viver é ralo".
O que a salva da indigência é algo que ela traz em si tremeluzindo como uma pequena chama de uma vela: anseios fragmentados e vagos de vida e alegria.
Um dia, num de seus passeios a pé, conheceu Olímpico, por quem se apaixonou.
Olímpico tinha vindo para o Rio após ter cometido um crime de morte no Nordeste. Homem inseguro, é o tipo clássico que se esconde sob uma camada truculenta e de petulância.
Após alguns encontros com Macabéa, Olímpico se apaixona por Glória, uma mulata de cabelos oxigenados e de "traseiro alegre", que tabalhava no mesmo escritório com Macabéa.
Macabéa "procurou continuar como se nada tivesse perdido", já que não se sentia particularmente digna de nada; continuou até mesmo suas relações com Glória.
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"O isolamento social de Macabéa se dá pelo total abandono do sistema ao direito mais importante do cidadão, que é a educação e o acesso à informação. Seu total abandono de tudo é a mais verdadeira realidade do povo brasileiro, que mesmo os que têm acesso à informação muitas vezes não sabem aproveitá-la, porque não possuem “bagagem” cultural para que isso aconteça. Macabéa foi metaforizada por Clarice como a representação da falta de oportunidade, da crítica ao sistema e da passividade pelo qual o brasileiro vive atualmente." (http://carrenho.typepad.com/blogdoseditores/2008/06/clarice-fez-de.html)
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Macabéa



Ele...
Ele se aproximou e com voz cantante de nordestino que a emocionou, perguntou-lhe.
- E se me desculpe, senhorinha, posso convidar a passear?
- Sim, respondeu atalhadoadamente com pressa antes que ele mudasse de idéia.
- E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
- Macabéa.
- Maca - o quê?
- Bea, foi ela obrigada a completar.
- Mas até parece doença, doença de pele.
- Eu também acho esquisito mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada porque não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que ningúem tem mas parece que deu certo - parou um instante retornando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor - pois como o senhor vê eu vinguei...pois é...
- Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra.
Eles não sabiam como se passeia. Andraram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado:
- Eu gosto tanto de prafuso e prego, e o senhor?
Da segunda vez em que se encontraram caía uma chuva fininha que ensopava os ossos. Sem nem ao menos se darem as mãos caminhavam na chuva que na cara de Macabéa parecida lágrimas escorrendo.
Da terceira vez em que se encontram - pois não é que estava chovendo? - o rapaz, irritado e perdendo o leve verniz de finura que o padrasto a custo lhe ensinara, disse-lhe:
- Você também só sabe é mesmo chover!
- Desculpe.
Mas ela já o amava tanto que não sabia mais como se livrar dele, estava em desespero de amor.
Numa das vezes em que se encontrraram ela afinal perguntou-lhe o nome.
- Olímpico de Jesus Moreira Chaves - mentiu ele porque tinha como sobrenome apenas o de Jesus, sobrenome dos que não têm pai. Fora criado por um padrasto que lhe ensinara o modo fino de tratar pessoas para se aproveitar delas e lhe ensinara como pegar mulher.
- Eu não entendo o seu nome - disse ela - Olímpico?
Macabéa fingia enorme curiosidade escondendo dele que ela nunca entendia tudo muito bem e que isso era assim mesmo. Mas ele, galinho de briga que era, arrepiou-se todo com a pergunta tola e que não sabia responder.
Disse aborrecido:
- Eu sei mas não quero dizer!
- Não faz mal, não faz mal, não faz mal...a gente não precisa entender o nome.
Ela sabia o que era o desejo - embora não soubesse que sabia. Era assim: ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre e arrepiava o bico dos seios e os braços vazios sem abraço. Tornava-se toda dramática e viver doía. Ficava então meio nervosa e Glória lhe dava água com açucar.
(LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela)

sábado, 2 de agosto de 2008

Branquinha básica



Branquinha básica
Vá do visual simples ao chique com a versátil camisa branca

Por Caio Caprioli • 31/07/2008 - Bolsa de Mulher

Na Belle Époque, lá por 1930, uma moça um tanto ousada e fora dos padrões de beleza da sociedade resolveu cair no óbvio e ser simples. Ela, morena e magra, roubou do guarda-roupa masculino uma peça básica: a camisa branca. E foi graças a tal mulher, a estilista francesa Coco Chanel, criadora do pretinho básico, que as moças ganharam e comemoraram uma nova peça-chave para compor os seus melhores looks.
A camisa branca é, desde sempre, fresca, naturalmente refinada e despretensiosa. De algodão, seda ou linho, ela pode ser usada tanto de dia quanto à noite e combina com qualquer outra peça de roupa ou acessório. Há quase um século, quando Chanel incorporou um novo estilo despojado para as mulheres, o crucial era que a camisa podia ser lavada com mais facilidade e freqüência, ao contrário dos trajes utilizados na época, cheios de bordados. As moças, ao perceberem a facilidade, logo aderiram à nova tendência.
O legal da camisa branca é que ela combina com saia, short e calça. Então, seja lá qual for a temperatura lá fora, você pode ficar sempre confortável
Mais de 30 anos depois, quando a moda já havia passado por várias reformulações, a peça caiu como uma luva para combinar com os típicos jeans americanos. Pela facilidade de combinação com qualquer outro acessório, a camisa atingiu todos os públicos de todas as classes sociais - da mais chique à mais urbana.

Como quase todas as roupas que entram na moda, a camisa branca sofreu um processo de utilização até chegar às combinações atuais, que vão do casual ao sofisticado. Em 1980, o acessório ganhou ombreiras e virou uniforme de trabalho. Porém, com o passar dos anos, o item saiu dos escritórios e chegou a outros ambientes. Hoje, a mulher abusa da peça para ir a festas, ao trabalho, fazer compras, ir à balada, passear...
Básico? Que nada!
Para quem nunca ouviu falar, conheçam os chemises. Este tipo camisa é mais comprido que as tradicionais e acabam transformando o acessório em algo parecido com um vestido. "A melhor combinação para tal item são calças. Daí, a sua imaginação e bom-senso é o que vale. Abuse das skinnys, capris, pescador, boca de sino... Tudo fica ótimo", afirma a personal stylist Camila Almeida . "Para enriquecer o visual, coloque um cinto marcando a cintura ou até um cinto obi. Ficam lindos!", sugere.
Prefere dar um ar moderno ao seu look? Então tente colocar uma camiseta básica por cima da camisa branca. Na sobreposição não há limites. Você pode abusar das cores, estampas e patchworks.
Escolha os acessórios
Depois de escolher qual modelo de camisa branca você irá usar, é hora de combiná-la com a parte de baixo. "O legal da camisa branca é que ela combina com saia, short e calça. Então, seja lá qual for a temperatura lá fora, você pode ficar sempre confortável", diz a personal stylist. Como o branco é uma cor neutra, você acaba ganhando a liberdade de utilizar qualquer outra cor no seu look.
A camisa branca pode acabar parecendo um item sempre novo, que você acabou de comprar, se você souber combiná-la com roupas e acessórios diferentes. A criatividade rola solta...