quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Investimentos para a nossa dança

(Os bailarinos Ed Louzardo e Priscilla Yokoi, em ensaio da São Paulo Companhia de Dança)

Em tempo, acabo de comprar a Revista Bravo deste mês, e para minha surpresa temos um alento para nossa dança.

Segundo matéria publicada, a SPCD - São Paulo Companhia de Dança está recebendo recursos e apoio inéditos no Brasil e pretende estrear neste mês o primeiro trabalho de um projeto ambicioso e que segue o modelo do Balé da Ópera de Paris

Desde o íncio do ano, com a criação da São Paulo Companhia de Dança (SPCD), os envolvidos no projeto ganharam uma perspectiva aristrocrática por parte do governo estadual. A verba anual de R$ 13 milhões levou o grupo a contar com recursos inéditos para a dança no Brasil, o que também traz, em contrapartida, uma enorme responsabilidade.
Para Iracity Cardoso, atual diretora artística da SPCD, há a possibilidade de inspirar-se no Balé da Ópera de Paris, companhia francesa que conta com 154 bailarinos e que foi criada há quase 350 anos na corte de Luís 14, o chamado Rei Sol.

Para a estréia, uma criação do italiano Alessio Silvestre, Polígono, e para novembro um espetáculo que reune três obras: Serenade, clássico do russo naturalizado americano Gewrge Balanchine, de 1934; Les Noces, da Russa Bronislava Nijinska, de 1923; e uma criação contemporânea, do carioca Paulo Caldas.
(Desses, em viagem rápida, tentarei assitir Serenade e Les Noces...Pena que não haja previsão para apresentação em Brasília!).
A reunião de obras clássicas com produções contemporâneas, como programação inicial, reflete o modelo implantado no Balé da Ópera de Paris por Britgitte Lefèvre, diretora artística da companhia francesa desde 1995. Brigitte revitalizou o repertório do grupo, que hoje possui desde obras clássicas a criações modernas e contemporâneas, assinadas por grandes coreógrafos internacionais, como Pina Bauxh, William Forysthe e Tristha Brown.
Sabe-se que a tentativa de equivalência desse porte não é fácil. Mas para isso a SPCD exigiu técnica clássica apurada dos seus 36 bailarinos - 20 moças e 16 rapazes,

Esse grupo de bailarinos, originários de diferentes cidades (além da capital paulista, Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre e Buenos Aires), mudou a rotina na Oficina Cultural Oswald de Andrade, reformada para ser temporariamente a sede da SPCD.
Segundo a matéria, também como ocorre nas companhias de tradição clássica, o elenco foi organizado em forma de pirâmide que vai do integrante do corpo de baile à estrela, sendo que o grupo adotou uma hierarquia que inclui quatro categorias, do aspirante ao "bailarino 3". E nessa mesma ordem, os salários são diversificados, podendo chegar a R$ 8 mil, considerado um valor inatingível para a maioria dos veteranos no Brasil.

Tá melhorando!

"A iniciativa de criar a SPCD acrescenta um capítulo numa história de tentativas de elevar a dança ao primeiro plano da cena cultural. Ao mesmo tempo, muda uma caracterísitca histórica da cidade, onde as companhias profissionais preferem cultivar exclusivamente a dança contemporânea. (...)"

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