
Agora com as aulas voltando, senti necessidade de refletir sobre a forma como uso o meu tempo.
Nas férias li um livro sobre administração do tempo (estava precisando!) e outro um tanto correlato, Como Passar em Provas e Concursos do William Douglas, professor e juiz federal.
Geralmente, quem administra o tempo é considerado ou visto como um escravo do relógio. Mas a verdade é exatamente o contrário: quando controlamos nosso tempo, passamos a ser senhor dele e quando não o administramos, somos por ele dominado, pois estamos sempre fazendo tudo sob pressão, na última hora, nunca na ordem ou no momento adequado, ou que desejaríamos.
Isso é o óbvio, mas infelizmente um pouco difícil de aplicar em nossas vidas.... Exige-se , pois, uma boa dose de força de vontade, muita disciplina e perserverança.
Não precisamos programar nossas vidas nos mínimos detalhes. Podemos conseguir bons resultados apenas adquirindo um certo controle sobre ela.
É lógico que é necessário planejar, mas tem que ser com uma certa flexibilidade, esta suficiente para fazer as devidas correções em seu curso. Um exemplo seria quando estamos bem no meio de um estudo interessante, mas cujo momento programamos para outra atividade..., Por que não continuar? Depois é só reprogramar para se entrar no eixo novamente.
Existe a crença de pessoas comodistas, por vezes até ingresso nela, de que na hora "H" sempre conseguimos dá conta de fazer aquilo que, na verdade, deveria ter sido feito no seu devido tempo. Ou ainda, de que só produzem mesmo, ou melhor, quando estão sob pressão.
Existe a crença de pessoas comodistas, por vezes até ingresso nela, de que na hora "H" sempre conseguimos dá conta de fazer aquilo que, na verdade, deveria ter sido feito no seu devido tempo. Ou ainda, de que só produzem mesmo, ou melhor, quando estão sob pressão.
No meu trabalho isso não funciona, pois trabalhamos com prazo para tudo. Aprendemos também a reservar espaços temporais para os quase sempre presentes contratempos de última hora. A complexidade é enorme e o volume de tarefas exigem bastante atenção, e disciplina, o que ajuda a minimizar os erros.
Embora não goste muito do meu trabalho, essa é, sem dúvida, umas das coisas que aprendi com ele, e isso foi ótimo!
Na nossa vida particular, caimos na tentação de racionalizar a preguiça, a indecisão, e o resultado disso, ou melhor adquirimos o péssimo hábito para a procrastinação. Porém, não há nenhuma evidência que justifique esse tipo de comportamento, até porque quando agimos assim, acabamos por não tentarmos trabalhar nossas atividades na sua forma ideal, sem pressão, e assim podermos comparar seus resultados.
Na vida acadêmica, quando adquirimos o bom hábito de estudar ao longo do semestre letivo, com calma e sem pressões, saimos, geralmente, muito melhor do que se deixássemos para estudar nas vésperas das provas, rotina que nos obriga a passar noites em claro para conseguir aquilo que deveríamos vir fazendo durante o tempo todo.
O semestre passado, no meu curso de Direito, muitas vezes me vi obrigada a fazer o contrário, deixar para a última hora, mas quase por falta de escolha. Estava fazendo onze matérias mais a mono, e, em função disso, a ordem era fazer primeiro o mais urgente, e como eram muitas atividades, provas e trabalhos, quase sempre acabava ficando tudo mesmo para a última hora. Mas isso não é o normal, digo, ter que fazer tantas matérias juntas. Com certo sacrifício consegui até boas notas, surpreendendo alguns colegas que faziam apenas a metade delas.
Precisamos também tomar cuidado com pensamentos do tipo "ter tempo é só uma questão de querer ter tempo". Acreditamos que iremos dar um jeito de arrumar tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. Mas isso é mera projeção e quase sempre dá errado. Nem sempre conseguimos e simplesmente porque nem sempre dispomos do meio indispensável para obter, criar esse tempo extra. E qual seria esse meio indispensável?... a simples administração do nosso tempo, trabalhando o presente e o futuro, de forma bastante realista, saindo do campo da mera projeção, da expectativa, do excesso de confiança ou do otimismo ingênuo, que só atrapalha e tanto nos engana.
Precisamos também tomar cuidado com pensamentos do tipo "ter tempo é só uma questão de querer ter tempo". Acreditamos que iremos dar um jeito de arrumar tempo para tudo aquilo que realmente queremos fazer. Mas isso é mera projeção e quase sempre dá errado. Nem sempre conseguimos e simplesmente porque nem sempre dispomos do meio indispensável para obter, criar esse tempo extra. E qual seria esse meio indispensável?... a simples administração do nosso tempo, trabalhando o presente e o futuro, de forma bastante realista, saindo do campo da mera projeção, da expectativa, do excesso de confiança ou do otimismo ingênuo, que só atrapalha e tanto nos engana.

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