segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Meus filmes preferidos



Estou começando uma coleção de filmes europeus. Este mês já comprei dois, e acho que vai dar para assistir mais dois ainda em agosto, sempre no final de semana, sábado ou domingo, depois do cantar do galo da meia-noite. As opções são muitas no site da Livraria Cultura, e permite o parcelamento do pagamento.
Não gosto, por vários motivos, de utilizar de cópias ilegais, embora conheça uma porção de gente que ganha muito mais que eu e que não consegue se abster desse péssimo hábito.
Então prefiro pagar o que chamam de "preço justo", e contribuir/retribuir pelo trabalho dessas pessoas que vivem e trabalham para proporcionar um pouco de lazer e cultura (sentido strito) para a gente. Bem, quatro por mês penso que dá para pagar, sem estourar o orçamento, um tanto quanto já apertado. E vale a pena porque sempre gostei desses filmes; as produções hollywoodianas quase sempre me cansam naqueles emblemáticos super-heróis.
Bem, não são só os filmes europeus, não posso ser injusta com os outros, entre eles o brasileiro...Na verdade, gosto de vários, como, por exempo, o Crime do Padre Amaro, do português Eça de Queiroz, e produzido, filmado acho que no México.
Na verdade, ultimamente, mas precisamente nos últimos 10 ou 15 anos, venho gostando cada vez menos de norte-americanos, e de muitas coisas que eles fazem. Não sinto a menor vontade de ir para os EUA, e não ficaria nem um pouco chateada em passar pela vida sem pisar naquelas terras.
Precisa ver o vexa que é tentar um visto para os Estados Unidos! Tô fora!
É bem verdade que outros países também estão impondo algumas restrições e conseqüentes humilhações aos brasileiros, e de outras nações também pobres, mas não vou poder viajar agora mesmo, então vou deixar para pensar nisso quando surgir o momento. Talvez seja só uma fase, mas também se não passar, fico por aqui mesmo. Estou com planos de um possível doutorado em Portugal ou Espanha daqui a alguns anos quando for Procuradora e um visto de estudante + uma declaração do órgão federal brasileiro + uma bolsa já intermediada entre este, ou melhor, a ESMPU e a universidade de lá, talvez contribuam para que não passe pela humilhação e raiva por ter que ser deportada de volta. E talvez seja mesmo só uma fase!...

Vira e mexe vivencio esse sentimento de anti-americanismo, que cresceu muito depois do fatídico 11 de setembro, e o que daí sobreveio, a resposta como foi dada a aqueles ataques terroristas e mais o recado dado para o resto do mundo, as torturas a que foram submetidos alguns civis, suspeitos sem mais explicações, por alguns soldados idiotas e psicopatas e somando-se a tudo isso mais dois yankees derrubando um avião cheio de brasileiros aqui bem debaixo do nosso nariz...É demais!

Nas olimpiadas não consigo deixar de torcer contra os times norte-americanos...e vibro quando perdem. É mais forte que eu, não consigo evitar!
Mas meu Deus! Como estou sendo injusta! E as milhões de pessoas boas e honestas? Mil perdões!!! Ora, gente que não presta tem em todo lugar...Aqui no Brasil mesmo, aos montes.

Hoje, ou melhor, noite de domingo, mas terminou agora, madrugada de segunda, assisti o filme Mediterrâneo, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1992. É uma comédia anti-militarista, ambientada durante a 2ª Guerra Mundial, que conta a história de oito soldados italianos deixados em uma pequena ilha grega do mar Egeu, para protegê-la em caso de ataque. A missão que deveria durar apenas quatro meses, se estende por quatro anos e os soldados vão pouco a pouco se integrando à população e aos costumes locais, até que a guerra e a Itália tornam-se distantes e irreais. É sem dúvida um belo filme pacifista, equilibrando comédia com drama sem ser piegas.
Uma pequena ironia: eles acabaram sendo "resgatados" pela marinha inglesa, não pela própria Itália, que os esqueceu. A guerra já tinha acabado, nesses quatro anos, e não eram mais inimigos.

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