domingo, 27 de julho de 2008

Só o básico

Gosto de estar em constante processo de aprendizagem, e um que mais gosto é o relacionado ao vinho. No espaço Talk Show da Mônica Nóbrega realizado nessa sexta- feira, no Terraço Shopping, aqui perto de casa, em Brasília, foram convidados alguns leigos que estão se dedicando à gastronomia. Entre um dos patrocinadores do evento estava a Vintage, loja de vinhos do Shopping. O primeiro a apresentar foi um médico cirurgião gástrico, não lembro o nome, que elaborou um prato de massa com espinafre e presunto. Os passos para a elaboração eram reproduzidos num telão. Enquanto isso a Mônica Nóbrega fazia entrevistas com ele, o sommelier do Vintage, e os outros patrocinadores. No final foram distribuídos pequenas porções a alguns dos presentes (não tinha muita gente, talvez umas cem pessoas). Adorei, embora já tenha feito massas melhores (e ele mesmo, o médico, disse que tb já tinha feito melhores). A surpresa ficou por conta da cisma da apresentadora comigo (acho que porque sou loira, acabei me destacando um pouco dos que estavam presentes, sendo que ainda estava com uma blusa azul royal que chama um pouco a atenção). Ela pediu para que eu falasse sobre o prato. É lógico que fiquei super tímida, não me lembro quando foi a última vez que peguei num microfone, mas tentei ser o mais simpática possível , e elogiei o prato.
Antes tinhamos, eu e a minha cunhada, também Môncia, degustado um pouco do ótimo vinho escolhido para acompanhar o prato.
Como estávamos com fome, não pudemos esperar além da apresentação do segundo que era o chefe do El Passo, tb do Shopping, com sua receita de Guacamole. Então escolhemos o El Passo para irmos. Tomei frozen de tangerina e Mônica o de Abacaxi com hortelã, depois pedimos os pratos que nem eram tão picantes assim, apesar da advertência do garçom.
Ainda no espaço gourmet, do Talk Show, para o Guacamole, o sommelier tinha sugerido um espumante, que a princípio estranhei, mas como estou ainda em processo de aprendizagem, vou experimentar qualquer dia. Bem, é que imaginava que comidas assim muito características de um determinado país como o México, poderiam ser melhor degustadas com as bebidas tradicionais, tequilas, ou as que tomamos, mas é puro preconceito, eu acho.
Não sei muito sobre vinhos, mas gosto de estar aprendendo, treinando e sensibilizando meu paladar para a percepção das várias peculiaridades que acompanham essa bebida maravilhosa dos deuses.
Como acompanhante de um bom prato, o vinho deve se harmonizar com sua intensidade, ou seja, sabores mais suaves pedem bebidas mais suaves. Numa recepção ou numa entrada, um espumante leve é o mais indicado, também para um peixe mais delicado ou mesmo uma salada. O peixe frito ou o frango com pouco condimento harmonizam-se melhor com um branco menos encorpado, um Chardonnay.
Procura-se sempre seguir o equilíbrio. A carne assada vai bem com um tinto mais básico, um Chianti. Se tiver mais temperos, ou molhos mais encorpados, que permanecem na boca, melhor os mais pesados, como um Cabernet Sauvignon ou um Merlot.
Já para a sobremesa, os mais indicados são os vnhos doces ou licorosos, como os do Porto e os Jerez.
Sobre a temperatura, é muito simples: brancos devem estar entre 6ºC e 10ºC; tintos, entre 14ºC e 20ºC. Com o tempo a gente se acostuma e já consegue sentir a temperatura adequada só de pegar a garrafa do balde de gelo.
Mas o importante é achar o próprio gosto e confiar nele, mantendo-se aberto, é claro, a outros sabores. Faz parte dessa deliciosa aprendizagem!!!

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