sexta-feira, 11 de julho de 2008

Um dia especial...




Hoje, depois do trabalho, fui ao encontro da minha amiga Márcia e das quatro crianças que ela tinha buscado de um abrigo na cidade de Corumbá-GO para passar uma semana aqui em Brasilia.
O instituto, abrigo, é uma espécie de orfanato, mas nos moldes da Aldeia SOS, que tem aqui em Brasília, e em outras cidades. As crianças são dividas em pequenos núcleos como se fossem famílias. Cada núcleo tem uma mãe social, que recebe salário, tem direito a férias e 13º, como qualquer outro empregado. Geralmente cuidam de 5 a 9 crianças, morando cada grupo numa casa separada e todas as casas formam uma pequena comunidade, dentro de um terreno bem grande. Possuem toda a estrutura de um lar normal, como cozinha, sala de refeição, sala de estar, quartos, banheiros. É muito interessante!

Há alguns anos, quando ainda não estudava Direito, e estava com mais tempo, ía para a Aldeia da 913 Norte e ficava lá na sua pequena biblioteca, durante algumas horas, aguardando as crianças que tinham dificuldades de aprendizagem, ou que precisavam de ajuda nos deveres de casa. Tinha dia que não dava conta do serviço, porque eram muitas. Assim tive a oportunidade de conhecer a comunidade e como ela funcionava.

As crianças desse Instituto de Corumbá são separadas também em famílias sociais (o total são 95, de idades variadas) e como qualquer outra criança, vão para a escola, fazem suas refeições, deveres de casa, brincam, assistem tv, têm hora certa para dormir, acordar, tomar banho, e tudo mais.

Ainda assim, dá uma peninha! Que bom seria se todas as crianças tivessem um lar de verdade, com seus pais naturais e recebendo todo o amor e apoio que merecem e necessitam para se tornarem adultos responsáveis, aptos a assumirem um papel social e viverem com dignidade...

Estas quatro crianças (dois são gêmeos de 14 anos, mas pequeninos, pareciam ter 10 ou 11, e mais dois, de 11 e 12, sem nenhum parentesco) estavam bastante comportadas, educadas, e se mostraram muito simpáticas, desde a hora em que cheguei (o encontro foi no ParkShopping). Enfim, fiquei bastante surpresa, pois esperava encontrar crianças tímidas, bem acanhadas...

Fizemos um lanche bem gostoso, e conversamos bastante. Foi muito bom, apesar de algumas pessoas ficarem nos olhando desconfiadas. Apesar de estarem bem arrumadinhas, de fato a aparência delas lembra realmente crianças de rua, dessas que vendem doces nos sinais, mas, acho exagero tanta estranheza dessas pessoas - afinal em que mundo pensam que estão? - Se acham de classes sociais diferentes? E daí? Minha amiga é da "A" e nem por isso finge que eles não existem...

Amo você querida! Tem sido de longe minha melhor amiga. Um dos anjos que Deus colocou no meu caminho para que me tornasse um ser humano melhor.

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