
Meus fofos são assim mesmo, pretinhos com olhos de tigre. A ração que comem é muito boa, possuindo uma especial para filhotes, por isso a pelagem deles está bem densa, fofa e brilhosa. Tive a maior sorte de encontrá-los, não, melhor, foi um presente de Deus. Na época em que os encontrei, há uns três meses atrás, pensei em encaminhá-los para adoção depois que estivessem mais crescidinhos (eram tão pequenininhos!). Na hora minha única preocupação era tirá-los da rua.
Só que estava numa época bastante complicada e não tinha tempo nem para comer direito, então eles foram ficando, e eu me apaixonando, cada vez mais. Nunca vi mais dengosos e carinhosos!
Quando chego em casa, já estão me esperando na porta (parece que adivinham!).
É bastante raro uma ninhada só de pretinhos. Geralmente quando a gata entra no cio, aparecem vários machos, malhados, pintados, listrados, pretos e todos cruzam com ela, por isso a ninhada geralmente apresenta uma pelagem híbrida.
Minhas panterinhas negras parecem ter tido o mesmo pai, e isso é realmente muito raro.
São apenas quatro e seus nomes são Dante, Marie *, Doroth e Alice. Cada um tem sua personalidade bastante definida. As menininhas são mais calminhas, dormem geralmente juntas, e pegam no sono mais rapidamente do que seu irmãozinho. Este às vezes está tão agitado depois de brincar, que não consegue pegar no sono. Então vêm para perto de mim, miando. Então, faço carinho nele até que durma. Daí dorme bastante; até mais que as fêmeas. Engraçado isso!
São muito unidos, comem sempre juntos e gostam de dormir todos na mesma hora. Coisas que a gente só descobre quando possui a ninhada completa. E pensar que separamos esses bichinhos da mãe, dos irmãozinhos, como se eles não tivessem vínculos uns com os outros. Quanta ignorância a nossa!
São muito unidos, comem sempre juntos e gostam de dormir todos na mesma hora. Coisas que a gente só descobre quando possui a ninhada completa. E pensar que separamos esses bichinhos da mãe, dos irmãozinhos, como se eles não tivessem vínculos uns com os outros. Quanta ignorância a nossa!
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Danuza Leão faz a seguinte apresentação da obra LAROUSSE PARA GATOS - Editora Larousse Cultura para Todos:
"Gatos, como pude viver tanto tempo sem eles? São (para mim) pessoas que embelezam a casa e que mostram, a cada instante, como são parecidos conosco. Têm às vezes ciúmes, raiva, podem ser indiferentes, mas dão também muito amor. Só que, ao contrário de nós, humanos, eles não mentem e têm a coragem de fazer exatamente - e apenas - o que querem. Gatos só deitam no nosso colo quando têm vontade, e não adianta chamar, porque eles só se aproximam quando querem. São também de uma incrível sensibilidade. Só chegam perto de quem gosta deles, lição que deveríamos aprender para sermos mais felizes.
Eles são egoístas, mas também solidários, e quando precisamos podemos contar com eles. Lembro quando fiquei doente, quatro dias na cama, e eles não saíram de perto de mim nem um minuto. E de quando estive muito triste, eles também não me largaram. O que teria sido de mim sem eles?
Gatos são também a coisa mais bonita desse mundo, não há espetáculo mais lindo do que observar um gato andando pela casa, dando um pulo perfeito para subir num móvel. As top models deveriam aprender com os gatos a desfilarem numa passarela.
Não existe ser mais elegante do que um gato.
Sou inteiramente dominada pelos meus, e quando eles encostam na minha perna para dormir, fico paralisada, incapaz de me mexer para não atrapalhar o sono deles. O escultor Giacometti, também um adorador de gatos, disse uma vez que, se tivesse de escolher entre a destruição de todas as obras de arte do mundo e salvar a vida de um gato, ele não hesitaria. Sao eles as verdadeiras obras de arte da natureza.
E eles pedem tão pouco: uma latinha de atum de vez em quando, um cafuné (quando eles querem) ou faz felizes, e nada mais enternecedor do que ver dois gatos abraçados, dormindo juntos.
A única coisa que lamento é não poder levá-los para onde vou, nos passeios, nas viagens. São eles que me dão saudades quando estou longe e são eles que fazem da minha casa um lar.
[...]"
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(*) Tive que trocar o nome, antes era Fredy, porque descobri que era na verdade fêmea. Como são muito fofinhos, nem dá para ver direito.

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