terça-feira, 29 de julho de 2008

Cabendo numa calça jeans


Nem lembro quando foi a última vez que vesti uma calça jeans. Nos últimos anos tinha engordado, e estava com sobrepeso. Emagreci um pouco, graças a Deus! Mas pensar que quase engordei novamente por causa da fase que passei nestes últimos dias!...
Queria tanto parecer atraente aos olhos do meu amor platônico! Sei que ele tem um grande senso estético e que consegue perceber a hamonia de formas com muita facilidade (então pergunto: ele é assim porque é arquiteto, ou é arquiteto porque é assim?).
Ainda não emagreci o suficiente para caber "naquela calça jeans", e estou ainda com alguns "pneus" que tiram qualquer uma do sério. Resolvi, então, experimentar a massagem, mas se não obtiver muito resultado, fatalmente terei que fazer uma lipo.
Não costumo sentir inveja de ninguém, sempre fui assim, desde pequena, mas quando vejo uma moça bem vestida no seu jeans, não consigo evitar..., nem sei lidar com esse tipo de sentimento que incomoda muito.
O sofrimento do "ainda não é dessa vez" é sempre revivido quando entro na cabine para experimentar a calça, e depois de várias tentativas, com umas dez pelo menos, saio da loja sem levar nada, envergonhada e extremamente frustrada. Acho que muitas também passam por isso...É horrível!
Vestir uma calça jeans, com salto alto , é claro, é para mim uma das maiores conquistas que pretendo alcançar, se Deus quiser, ainda este ano.
Existe toda uma cultura de significados para o jeans. Além de mostrar para o mundo que vc está de bem com a vida, ele rejuvenesse e nos deixa atraentes... Prova disso é que nunca saiu de mercado, desde quando foi criado.
O velho conhecido de 150 anos está sempre se renovando e modernizando. Quase todo mundo tem um no armário. Servindo para todas as ocasiões, ele combina com qualquer acessório.
Possui várias cores, com formatos e preços para todos os bolsos.
É de longe a indumentária mais conhecida da terra, usada por mortais, artistas, políticos, ecologistas, mocinhos e bandidos...
Compõe o figurino da humanidade desde que apareceu universalmente ainda no século XIX.
Mas se tornou imortal a partir na década de 50, graças à preferência de ícones do cinema e da música como Marlon Brando, James Deans e Elvis Presley.
Foi criado por um gênio da época, um judeu alemão de nome Claude Levi-Strauss.
Numa canção Gilberto Gil canta "Índigo blues... Índigo blue jeans", fazendo referencia à cor mais famosa da peça criada por Strauss. Mas o jeans nem sempre foi azulzinho. No início era feito com lona de barraca e não havia preocupação com estilo, ficando entre algo marrom e bege.
E eram duros demais....
Strauss, procurando atender à clientela, pesquisou e encontrou um tecido melhor, que era de algodão, na verdade um brim, bem resistente, mas bastante flexível.
Então Straus escolheu a cor azul....a qual tingiu o jeans com um forte corante obtido a partir da raiz de uma plantia plantinha chamada Indigus, cor que passou a ser universalmente conhecida.
O nome Jeans vem de Gênova, cidade portuária da Itália, onde, desde o século XVI, seus marinheiros chamavam as calças que usavam no trabalho pelo nome carinhoso de Genes.
Com o tempo o jeans foi se fazendo cada vez mais presente em linhas de produção. A partir da década de 1950, os ícones da época do cinema, do rádio e TV começaram a adotar a peça como uma segunda pele.
Ao ver Elvis Presley vestido em um jeans, Marlon Brando, James Dean e Marilyn Monroe, as meninas da turma da saia rodada e sapatinho de verniz e os meninos da calça social ficaram deslumbrados.
No requebrado de Elvis, a criação de Strauss tomou um novo sentido. Havia, então, algo místico-mágico-religioso, e que levou adolescentes de todas as idades a quererem usá-los. E olha que eles nem imaginavam que a própria calça que usavam se tornaria uma espécie de símbolo que levou a humanidade a repensar uma série de conceitos e comportamentos.
Não é exagero, depois disso, o mundo nunca mais foi o mesmo.
Vieram os Beatles, Jimi Hendrix, Bob Dylan e Janis Joplin. Woodstock e os festivais de paz e amor. Existencialistas, punks, darks, new wave, pós-modernos...todos embarcaram na mesma onda - vestidos de jeans, claro.
No Brasil, aconteceu a mesma coisa.
Hoje, somos o segundo mercado de jeans no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos (mas olha a população de yankees!).
Nosso consumo ultrapassa a casa dos 100 milhões de peças vendidas anualmente.
E nossa produção trilha os mesmos caminhos de prosperidade. A exportação é uma das maiores do mundo.
Liberdade. O jeans se associa sempre a esse conceito. Mas, graças ao trabalho criativo dos estilistas, a coisa não fica só no abstrato. É refletido em inúmeros estilos e cores.
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Um comentário:

Irene disse...

É na verdade mais falta do que fazer!... As aulas voltando, vou ter que largar um bocado dessas coisas. Tem um probleminha sério aqui, tento ocupar meu tempo de forma a não enlouquecer de vez...
Preferiria, sabe, estar como vc, dando atenção a um serzinho todo especial como é um filho. Fiz até um post com o título carta ao meu filho que ainda não nasceu; tá lá, como rascunho, aguardando...sei lá o quê...
Ah, parece que vc estava um pouco mais feliz, hoje...que bom!
Bjs.